22:08 09 Abril 2020
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    Os Estados Unidos se encontram atrás da Rússia e China após ambos os países transitarem das tecnologias hipersônicas para sistemas de armamentos operacionais, algo que o Pentágono ainda precisa executar, disseram dois funcionários responsáveis pelo programa no Departamento de Defesa dos EUA.

    "Nas décadas passadas temos sido líderes mundiais em tecnologias hipersônicas, mas nós temos tomado consistentemente a decisão de não fazer transição [destas tecnologias] para serem aplicadas em armas e construir sistemas de armamentos a partir de tecnologias hipersônicas", disse o diretor assistente para armamento hipersônico, Mike White, em uma coletiva na segunda-feira.

    "Tanto os russos como os chineses fizeram isso abertamente. E eles fizeram [isso] já há bastantes anos. É essa transição para a aplicação [de tecnologias hipersônicas] que fez os seus esforços avançarem muito rapidamente e é nisso que estamos a trabalhar aceleradamente neste momento", avançou ele.

    Mark Lewis, diretor de pesquisas militares do Pentágono, atribuiu o êxito da Rússia ao seu legado da era soviética, enquanto a China, de acordo com ele, fez "enormes investimentos" e usou estudos científicos americanos publicados desde a década de 1940.

    "Os russos têm estado trabalhando na área de desenvolvimento de tecnologias hipersônicas já há algum tempo. Eles [russos] começaram mais ou menos na mesma época que nós […] Nós os vemos desenvolvendo [armamento] com base no legado da União Soviética dos tempos da Guerra Fria. A China entrou no jogo um pouco mais tarde, mas eles têm feito enormes investimentos [na área]. Nós fizemos o trabalho de casa por eles", disse Lewis.

    Tanto White como Lewis afirmaram que estão focados no desenvolvimento de um míssil de cruzeiro hipersônico de respiração aérea (HAWC, na sigla em inglês), os motores destes mísseis usam a alta velocidade do veículo para forçar a compactação do ar que entra antes da combustão para permitir um voo sustentado em velocidades hipersônicas. Tais velocidades reduzem o tempo de voo e aumentam a capacidade de sobrevivência e eficácia e a flexibilidade das armas, escreve portal Space Daily.

    Mark Lewis acrescentou ainda que os EUA estão procurando desenvolver tecnologias para ajudar a detectar mísseis hipersônicos.

    "Nós colocamos certamente uma forte ênfase no lado defensivo, estamos buscando maneiras de fazer a detecção [de tais armas]. Nossa agência de desenvolvimento espacial, por exemplo, está muito empenhada em [desenvolvimento de] tecnologias que nos ajudem a detectar estes sistemas", concluiu o especialista.

    Segundo Mark Lewis, outro desafio defensivo em lidar com armas hipersônicas é responder à sua ameaça. Os Estados Unidos possuem sistemas de defesa antiaérea, mas eles nem sempre serão 100% eficazes quando se trata de armas hipersônicas.

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    Tags:
    Guerra Fria, Pentágono, mísseis de cruzeiro, China, Rússia, EUA, armas hipersônicas
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