18:22 15 Agosto 2020
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    O serviço de inteligência da Alemanha confirmou a abertura de um novo inquérito sobre centenas de soldados alemães suspeitos de serem de "extrema-direita", em particular membros das forças especiais.

    O Serviço de Contrainteligência Militar (MAD, na sigla em alemão) afirma que as forças militares alemãs estão sendo sabotadas pelo extremismo, anuncia o jornal Welt am Sonntag.

    Uma investigação foi aberta sobre 550 soldados suspeitos de simpatizarem com ideologias neonazistas. A maior parte deles seriam membros de forças especiais Kommando Spezialkräfte (KSK, na sigla em alemão).

    Em 2019 foram identificados 360 casos novos, segundo o MAD, que considera a situação alarmante. A KSK contaria com cinco vezes mais casos que o restante do Exército alemão. Os investigadores observaram que vários soldados possuem uma visão do mundo antidemocrática e uma falta de respeito pela constituição.

    "Nosso objetivo não é somente nos livrarmos do extremismo no Exército alemão, mas também de nos libertarmos de pessoas que não sejam leais à Constituição", declarou o diretor do MAD, Christof Gramm, citado pela Deutsche Welle.

    Um caso identificado em 2017 levantou as suspeitas

    O MAD foi criticado em 2017 por não ter identificado a tempo o extremismo de um soldado alemão de 29 anos, que se fez passar por refugiado sírio e planejava cometer um atentado. Desta forma, ele esperava que o ataque fosse associado ao terrorismo islamista. A polícia descobriu diversas armas de guerra roubadas e artefatos explosivos na casa do soldado.

    Pela primeira vez desde sua criação, o serviço de contrainteligência publicará um relatório oficial sobre suas atividades de contrainteligência militar.

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    Tags:
    extrema direita, extremismo, Exército, Alemanha
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