04:20 20 Outubro 2020
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    Os arquivos do Departamento de Defesa dos EUA são uma série de relatórios internos referentes à mais complexa operação virtual do Comando Cibernético da época, chamada Operação Sinfonia Brilhante.

    Os documentos foram divulgados como parte de um pedido, de acordo com a Lei de Liberdade de Informação, no Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington, e depois compartilhados com jornalistas.

    Essa operação, realizada em novembro de 2016, fazia parte de toda uma ofensiva contra o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) no ciberespaço, destinada especificamente à mídia e às operações on-line do grupo terrorista. A manobra teve como objetivo eliminar a infraestrutura digital dos extremistas e impedir que os membros do grupo terrorista comunicassem e publicassem propaganda.

    A operação foi descrita pelo Comando Cibernético como uma vitória por ter "desafiado com sucesso [o Daesh] no domínio da informação".

    Os arquivos expostos demonstram até que ponto o comando ainda estava aprendendo a conduzir operações e os problemas enfrentados pelos especialistas em operações no mundo virtual.

    Falta de experiência

    Contudo, as limitações e a falta de experiência neste setor de ofensiva acabaram pregando uma peça nos líderes do comando durante a operação contra o grupo terrorista.

    "Eles [o comando] não estavam realmente preparados para a quantidade de dados que estavam extraindo dos servidores do Daesh. O Comando Cibernético não estava preparado para uma operação desta magnitude desde o primeiro dia", disse Michael Martelle do Arquivo Nacional de Segurança, acrescendo que os especialistas "tiveram que aprender e a ganhar experiência à medida que avançavam".

    Comando Cibernético dos EUA (foto de arquivo)
    © Foto / Força Aérea dos EUA
    Comando Cibernético dos EUA (foto de arquivo)

    Martelle afirmou que o verdadeiro significado por trás da Operação Sinfonia Brilhante é que o Comando Cibernético usou a experiência adquirida com essa ofensiva como um modelo para operações futuras.

    Esse trabalho lançou as bases para a formação de um grupo sobre a Rússia, dedicado a combater o país eurasiático no ciberespaço, opinou o general Paul M. Nakasone, diretor da Agência de Segurança Nacional e comandante do Comando Cibernético dos EUA.

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    Tags:
    crimes cibernéticos, cibersegurança, arquivos secretos, Comando Cibernético dos Estados Unidos, Daesh, Departamento de Defesa dos EUA
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