09:17 26 Maio 2020
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    Revista norte-americana National Interest incluiu os fuzileiros navais russos na lista das cinco melhores infantarias navais do mundo, junto com os dos EUA, Reino Unido, Coreia do Sul e China.

    A National Interest criou uma lista das cinco melhores infantarias navais do mundo, comparando a principal tarefa de cada um, o arsenal e a quantidade de armas.

    EUA

    A lista é liderada pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Segundo informa o portal, o Corpo destaca-se pela sua quantidade, contendo cerca de 186 mil efetivos e mais 38 mil reservistas, que é tão grande como o número dos dez seguintes corpos de fuzileiros todos juntos.

    A edição também nota que este ramo das Forças Armadas norte-americanas tem a preparação mais prolongada e dura de todos os serviços dos EUA. Apesar de o Corpo ser o ramo com menor financiamento, a força usa vários tipos de armas únicos, um deles é o Osprey, uma aeronave tiltrotor. Usando dois rotores, ela pode pairar como um helicóptero sem precisar de pista de decolagem e aterrissagem.

    MV-22 Osprey aterrissando no porta-aviões USS Abraham Lincoln
    © AP Photo / Marinha dos EUA
    MV-22 Osprey aterrissando no porta-aviões USS Abraham Lincoln

    NI nota também que, há pouco, os fuzileiros norte-americanos começaram a usar um novo fuzil de assalto, o M27, que, segundo a NI, pode ser o melhor no mundo. A arma foi elaborada junto com a empresa alemã Heckler & Kock e representa um sucessor da família de fuzis M4/M16.

    Rússia

    O segundo lugar é ocupado pela infantaria naval russa. Esse tipo de força desempenha o mesmo papel que a dos EUA. Os fuzileiros navais da Rússia são especializados na realização de operações de desembarque anfíbias. Segundo nota o autor do artigo, o corpo está muito bem preparado.

    A revista norte-americana sublinha que, apesar do grande número de material de desembarque que usam os fuzileiros navais russos, a maioria do arsenal foi herdado da União Soviética, como por exemplo o tanque anfíbio PT-76.

    A revista nota também que nos anos 1990 fuzileiros navais da Rússia e EUA realizaram os treinos conjuntos Cooperação do Mar, em que treinaram ações de reação rápida depois de um desastre natural.

    Junto com rifles AS Val e VSS Vintorez, fuzileiros navais russos foram flagrados na Crimeia usando os raramente vistos OTs-14 Groza, uma derivação do AK-47.

    Reino Unido

    Royal Marines (Fuzileiros Navais Reais) do Reino Unido são os terceiros na lista. A infantaria naval real conta com cerca de sete mil efetivos, sendo organizada em unidades ao nível de batalhão e realizando operações marítimas, de ação direta e de ataque costeiro.

    Os Royal Marines também não usam veículos blindados pesados, os substituindo por veículos leves e móveis, como o Land Rovel Wolf ou o MWMIK Jackal. O rifle básico é o SA80.
    Príncipe Harry examinando o equipamento durante sua visita ao 42 Comando dos Fuzileiros Navais Reais na sua base em Bickleigh, Inglaterra, 20 de fevereiro de 2019
    © AP Photo / Finnbarr Webster
    Príncipe Harry examinando o equipamento durante sua visita ao 42 Comando dos Fuzileiros Navais Reais na sua base em Bickleigh, Inglaterra, 20 de fevereiro de 2019

    Recentemente a Infantaria Naval Real anunciou uma reestruturação significativa que representa uma mudança de uniforme, substituição do SA80 pelo Colt C7, aquisição de navios de assalto litorâneos e divisão em unidades mais pequenas segundo o método do Corpo dos Fuzileiros dos EUA, que tem unidades destinadas para operações especiais.

    Coreia do Sul

    A infantaria naval sul-coreana consiste de 29 mil fuzileiros. É uma arma relativamente jovem, tendo sido fundada em 1949. Os fuzileiros navais da Coreia do Sul foram treinados pelos EUA e desempenham um papel semelhante, mas dependem do suporte aéreo da Marinha e Força Aérea.

    Devido à grande extensão do litoral da península coreana, a infantaria naval ocupa um lugar significativo entre Forças Armadas do país.

    Sua missão principal é o apoio das operações das Forças Armadas em qualquer lugar da península como reserva estratégica e força de reação rápida. O arsenal dos fuzileiros tem centenas de veículos anfíbios de assalto derivados dos norte-americanos.

    Veículos de assalto anfíbio da Infantaria Naval da Coreia do Sul jogando bombas de fumo durante treinos conjuntos com militares dos EUA
    © REUTERS / Kim Hong-Ji
    Veículos de assalto anfíbio da Infantaria Naval da Coreia do Sul jogando bombas de fumo durante treinos conjuntos com militares dos EUA

    Em 2016, em resposta ao progresso nuclear da Coreia do Norte, a infantaria naval da Coreia do Sul anunciou a formação da unidade de reação rápida Spartan 3.000. Esses três mil fuzileiros poderiam ser implantados em qualquer lugar da península em menos de vinte e quatro horas no caso de um conflito com a Coreia do Norte.

    China

    O Corpo de Fuzileiros Navais do Exército de Libertação Popular providencia a segurança de portos e navios, quer dizer, essencialmente fornece apoio à Marinha.

    Recentemente, a China obteve uma base naval em Djibouti e as disputas agravados no Mar do Sul da China apontam para o aumento do papel do Corpo, enviado para operações longe da fronteira da China.

    Tentando recuperar a falta de experiência de seus fuzileiros, a China participa de exercícios conjuntos com a Rússia e outros países.

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    Tags:
    fuzileiros navais, infantaria, Reino Unido, Coreia do Sul, China, Rússia, EUA
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