13:47 22 Janeiro 2020
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    KMN Maud, que custou 250 milhões de dólares, recebeu ordem de proibição de navegação depois que a classificadora detectou falhas críticas em seu funcionamento.

    KMN Maud, o mais recente e o maior navio logístico da Marinha norueguesa, foi alvo de uma proibição de navegação, noticiou o jornal Aftenposten.

    O navio, que tem sua própria oficina, hangar com espaço para dois helicópteros, bloco operatório e um hospital com 44 camas, foi lançado à água em maio deste ano e teve um preço de 2,2 bilhões de coroas norueguesas (R$ 1 bilhão).

    Agora ele não pode deixar o cais até que as falhas e deficiências sejam eliminadas, o que não acontecerá até o segundo trimestre de 2020.

    A proibição de navegação foi introduzida com base na avaliação de perigo à segurança da tripulação pela DNV GL, a empresa de certificação sediada na Noruega anteriormente conhecida como Det Norske Veritas. Os inspetores descobriram uma série de problemas a bordo relacionados à segurança material e à falta de manutenção.

    Além disso, muito do novo e caro equipamento médico a bordo também foi examinado. Por exemplo, o gerador de oxigênio, que deve ser usado para produzir oxigênio a bordo no bloco operatório, pode representar um risco de incêndio significativo.

    Lars Gorvell-Dahll, o chefe da Associação Norueguesa da Indústria Marítima, disse que a falta de manutenção no KNM Maud está relacionada com o fato de ter estado atracado durante dois anos no estaleiro naval sul-coreano Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME), que quase foi à falência antes de receber um enorme pacote de resgate do governo.

    "É raro um navio receber uma proibição de navegação da DNV. Portanto, deve ser relativamente sério. Parece que eles não fizeram a manutenção necessária ao longo dos anos em que o navio esteve atracado", sugeriu Gorvell-Dahll.

    O ministro da Defesa, Frank Bakke-Jensen, disse que o KNM Maud está atualmente em um período de testes para detectar erros na embarcação.

    A530 KNM Maud no porto de Oslo.

    "Isto acontece em todas as grandes aquisições. O KNM Maud está sob garantia, e o estaleiro está focado no cumprimento das suas obrigações de garantia. O foco agora é retificar os desvios para que o exercício planejado possa começar o mais rápido possível", disse Bakke-Jensen.

    Consequências para a Marinha Norueguesa

    No entanto, nem todos partilham seu optimismo.

    "É obviamente muito decepcionante que um navio deva ser atracado após apenas cinco meses", comentou a chefe da Comissão Parlamentar de Relações Exteriores e Defesa, Anniken Huitfeldt, que foi a madrinha quando o navio foi batizado em maio de 2019.

    "Capacidade operacional da Marinha [fica afetada porque] estes problemas vêm depois da perda da fragata Helge Ingstad", acrescentou, referindo-se ao navio de guerra que se afundou depois da colisão com um petroleiro após exercícios da OTAN. Uma operação cara e demorada permitiu recuperar a fragata, mas ela foi considerada irreparável.

    Segundo o investigador da Academia de Guerra Naval Stale Ulriksen, a perda temporária do KNM Maud é um golpe para "as grandes ambições da Noruega de contribuir para as forças da OTAN". Segundo ele, a escolha é entre atenuar as ambições e conseguir mais fragatas "para seguir o que os russos estão fazendo".

    A Noruega embarcou em uma demanda para construir um novo navio logístico já em 2002. Foi contratado o segundo maior estaleiro naval do mundo, Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering, mas mais tarde ele se deparou com grandes problemas financeiros.

    Em fevereiro deste ano, o navio logístico de 183 metros de comprimento deixou o estaleiro na Coreia do Sul e se tornou o primeiro navio da Marinha norueguesa a atravessar o Pacífico.

    O Maud pode transportar 9,3 milhões de litros de combustível, assim como 400 toneladas de equipamento, munições e mísseis. O navio será capaz de fornecer duas fragatas em movimento e deverá substituir seu antecessor, o KNM Valkyrien.

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    Tags:
    Marinha, navio, Noruega
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