19:06 09 Dezembro 2019
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    Soldados e bandeira da OTAN

    OTAN contra OTAN: afirmações de figuras-chave que lançam sombra sobre Aliança Atlântica

    © REUTERS / Ints Kalnins
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    A cúpula da OTAN que marca o 70º aniversário da aliança militar está decorrendo nesta semana em Londres, onde serão debatidas várias questões, inclusive gastos militares, cibersegurança e ameaça externa.

    A celebre entrevista dada pelo presidente francês à edição The Economist no mês passado, e na qual ele diagnosticou a OTAN com "morte-cerebral", repercutiu como uma onda de choque por toda a Aliança Atlântica, sendo que muitos dos seus membros criticaram as suas palavras.

    No entanto, outros estiveram menos dispostos a condenar as palavras do presidente francês, que aparentemente teriam refletido sua própria visão, pelo menos em certa medida.

    'Morte-cerebral' da OTAN

    Justificando as suas palavras, Emmanuel Macron referiu que atualmente não há cooperação em matéria de segurança entre a Europa e os Estados Unidos. Apesar de receber muitas críticas, Macron defendeu as suas afirmações dizendo mais tarde que os ditos comentários eram uma "chamada de atenção" para a OTAN.

    A ministra da Defesa da França, Florence Parly, também pareceu concordar com Macron, dizendo que ele se referia não à morte da Aliança, mas sim à crise pela qual a OTAN está passando.

    A OTAN 'está sendo desafiada'

    A posição de presidente francês pelos vistos também mexeu com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, que apesar de não concordar com ele disse poder enxergar de onde vinha o seu argumento.

    "Eu não quero me aprofundar sobre a escolha de palavras. Mas a análise básica de que a OTAN está sendo desafiada tem, acredito, algum mérito nisso", disse ela citada pelo jornal Jyllands-Posten.

    Alternativas para OTAN?

    A chanceler alemã está na frente daqueles quem flagelou Macron pelos seus comentários. No entanto, nem toda gente em Berlim está totalmente contente com o atual estado das coisas.

    A ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer, que é apontada por muitos como a possível sucessora de Merkel, apelou à criação de uma de "União Europeia de Defesa autoconfiante" durante um discurso perante jovens oficiais das Forças Armadas alemãs que decorreu em Munique, advertindo os europeus contra a redução de sua importância.

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    Tags:
    Defesa, Donald Trump, Angela Merkel, Emmanuel Macron, EUA, Alemanha, França, OTAN
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