02:15 16 Dezembro 2019
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    Exercícios das unidades de defesa costeira da Frota do Mar Báltico com sistemas Bastion em um polígono na região russa de Kaliningrado

    Washington revela plano detalhado para derrotar defesa antiaérea russa

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    Em outubro, a Força Aérea dos EUA informou que a entidade criou uma unidade específica para discutir um "desafio típico da Força Aérea: como derrubar o sistema de defesa antiaéreo integrado russo".

    A divulgação do plano respalda informações de que o Pentágono estaria elaborando planos para penetrar no espaço aéreo da região de Kaliningrado. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou os planos de "irresponsáveis".

    De acordo com o comandante, ouvido pelo site c4isrnet, o cenário destes planos norte-americanos é dividido em diversas fases. A primeira foca na coleta de inteligência e prevê cooperação entre os órgãos de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) da Força Aérea e da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês). Os dados teriam o objetivo de "entender como os sistemas de defesa russos se comunicam, operam e onde estão localizados".

    Após a coleta dos dados, a brigada 363 ISR da Força Aérea teria a tarefa de compreender "como explorar os sistemas russos" e que danos eles podem causar às "forças amigas".

    Após isso, a nona brigada de reconhecimento, equipada com aviões U-2, iria conduzir uma nova vaga de guerra eletrônica contra o sistema integrado de defesa antiaérea russo.

    "A unidade 480 ISR, que apoia o Sistema Terrestre Comum Disperso (DCGS, na sigla em inglês)- uma plataforma global de distribuição de inteligência, tem um grupo dedicado exclusivamente ao sistema russo", nota o artigo.

    No estágio final do plano para penetrar no espaço aéreo russo, as unidades responsáveis pela guerra eletrônica, bem como pela inteligência de sinais, ajudariam a reconstruir as capacidades ofensivas, defensivas e sensoriais, que, segundo o artigo, "se atrofiaram ao longo dos anos" e precisariam da "ajuda da NSA" para cumprirem a sua tarefa.

    Caça Su-27 russo intercepta bombardeiro estratégico B-52H da Força Aérea dos EUA, durante aproximação da fronteira russa na direção dos mares Negro e Báltico, 17 de junho de 2018
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
    Caça Su-27 russo intercepta bombardeiro estratégico B-52H da Força Aérea dos EUA, durante aproximação da fronteira russa na direção dos mares Negro e Báltico, 17 de junho de 2018

    De acordo com o general da Força Aérea norte-americano David Goldfein, citado pelo artigo, a unidade recém-criada poderia se tornar um mecanismo de desescalada que poderia ajudar a evitar um potencial conflito.

    "Estamos preparados para combater se nos convocarem. Mas se houver um caminho para a desescalada, por favor", disse Goldfein.

    Alvo prioritário: enclave russo de Kaliningrado

    Os comentários de Goldfein vieram após um instituto de pesquisa norte-americano ter publicado recentemente um relatório sobre um cenário de guerra "hipotético" entre a Rússia e a OTAN na região do Báltico. O relatório, escrito por Richard Hooker, foi publicado pela Fundação Jamestown.

    Veículos blindados russos durante manobra da Frota do Báltico na reigão russa de Kaliningrado
    © Sputnik / Igor Zarembo
    Veículos blindados russos durante manobra da Frota do Báltico na reigão russa de Kaliningrado

    De acordo com o cenário, a OTAN deveria tomar o enclave russo de Kaliningrado em pelo menos duas semanas. O território de Kaliningrado, localizado na Europa entre a Polônia e a Lituânia, passou a pertencer à União Soviética desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

    "É imperativo que 1) as forças da OTAN derrotem a defesa antiaérea russa em Kaliningrado no prazo de 14 dias para que a Força Aérea da aliança fique em posição de vantagem, 2) as forças no terreno e reforços a serem rapidamente mobilizados segurem as posições por 30 dias e 3) reforços significativos cheguem e entrem em combate o mais tardar 30 dias após o início das hostilidades. Atualmente, a OTAN não está preparada para atingir nenhum desses objetivos", disse Hooker.

    O relatório não aponta quais seriam os motivos para o início das hostilidades, limitando-se a afirmar que a Rússia tem planos em relação à região do Báltico.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reagiu aos planos norte-americanos dizendo que todas as regiões da Rússia estão devidamente protegidas.

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    Tags:
    Kaliningrado, Pentágono, EUA, OTAN
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