05:24 22 Outubro 2019
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    Maquete do drone de ataque S-70 Okhotnik apresentada no Salão Aeroespacial MAKS 2019

    EUA estão atrasados 15 anos em relação à Rússia e China em drones furtivos, diz imprensa

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    Antes pioneiro no desenvolvimento de drones furtivos, os EUA desistiram de suas pesquisas por razões comerciais. Agora correm contra o tempo para alcançar Rússia, China e Israel.

    O desenvolvimento de drones furtivos, invisíveis a radares e sensores, é uma tendência nas forças aéreas mundiais. Os programas mais avançados, como o da Rússia e o da China, integram drones e caças simultaneamente para detectar e atingir alvos inimigos. Essa utilização conjunta possibilita a expansão do campo de cobertura de radar do caça e a designação de alvos, sem que o avião entre na zona de defesa aérea inimiga.

    Os drones oferecem muitas vantagens: são mais baratos e fáceis de repor do que os caças, além de evitar riscos para o piloto durante as operações.

    A Força Aérea dos EUA era pioneira nesse tipo de iniciativa, até que desistiu dos seus programas por razões comerciais. Essa decisão fez com que os EUA ficassem atrás de outras potências militares no desenvolvimento dessas aeronaves, reportou o jornal The Asian Times.

    A Força Aérea dos EUA acreditava que os drones poderiam reduzir as vendas do caça furtivo F-35. Pela mesma razão, a Marinha dos EUA abandonou o projeto do seu drone X-47B. 

    O 'caçador' sai em busca de alvos inimigos

    Enquanto os EUA abandonavam seus programas de drones furtivos, as demais potências militares aproveitaram para tomar a dianteira.

    A Rússia realizou recentemente o primeiro voo de teste do seu drone Okhotnik (Caçador, em russo), voando junto com o caça de combate Su-57. O Okhotnik deverá fornecer informações em tempo real ao caça, funcionando como um verdadeiro centro de processamento de dados.

    ​O Okhotnik impressiona pelas suas capacidades furtivas: o drone está revestido de materiais que absorvem os sinais de radar e um design que favorece o voo invisível. Além disso, o drone pode atingir velocidade de até 1.000 km/h.

    "Os russos parecem estar utilizando os Su-57 e seu radar de varredura eletrônica para escolher os alvos para o drone, reduzindo assim o custo dos sensores. É bastante prático que um caça de combate controle diversos drones ao mesmo tempo, se mantendo, assim, muito longe do alcance dos aviões inimigos", enfatiza o jornal.

    A espada afiada do Dragão  

    A China acaba de apresentar o seu drone invisível Sharp Sword GJ-11, durante o desfile de comemoração dos 70 anos da República Popular.

    O drone apresentado “é diferente dos que vimos anteriormente nos testes”, aponta o jornal. O artigo alerta que as alegações da China de que todas as armas apresentadas no desfile estariam já sendo usadas devem ser tomadas com ceticismo.

    ​​O GJ-11 é apontado como um drone (UCAV) de ataque com linhas furtivas, que provavelmente está adaptado para o PLAN e parece ser uma evolução do [drone] Sharp Sword apresentado em 2013.

    "Pelo menos até agora, com a exceção de algumas fotos granuladas do GJ-11, que são bem diferentes do drone exibido no desfile, a China não apresentou nenhuma prova convincente de que seu drone está em operação", notou o jornal. 

    O kamikaze israelense

    Israel tem uma aeronave que se assemelha a um drone, mas na verdade é um veículo armado que sobrevoa a região-alvo por tempo determinado, identifica e se choca com o alvo, funcionando como um verdadeiro drone-suicida.

    Maquete do drone israelense Harop no salão da empresa Israel Aerospace Industries
    © Sputnik / Igor Zarembo
    Maquete do drone israelense Harop no salão da empresa Israel Aerospace Industries

    O drone, chamado Harop, pode operar de forma totalmente autônoma por um período de até seis horas. Apesar de sua munição ser considerada pequena, com somente 23 kg, o veículo é muito preciso. O Harop já foi exportado para o Azerbaijão, Índia, Turquia e Singapura e utilizado em combate no Iraque, na Síria e em Nagorno-Karabah.

    EUA correm atrás do prejuízo

    Agora, em 2019, os EUA reconheceram o atraso e tentam ressuscitar o programa de drones furtivos com o XQ-58 Valkyrie. O drone fez o seu primeiro voo de teste em março e o segundo em junho.

    A expectativa é que o drone seja equipado com mecanismos de inteligência artificial. O Valkyrie está incluído no programa Skyborne, que procura integrar drones e caças de combate.

    Se o Congresso dos EUA apoiar o programa, estes drones poderão entrar em operação já em 2023. Mas para chegar lá, será necessário realizar modificações nos caças F-35 e F-15 EX para permitir o compartilhamento de informações ente os veículos.

    Existem razões para ter pressa: a Alemanha recentemente demonstrou ter desenvolvido sensores avançados que detectam o caça F-35, o que diminui significativamente o seu papel como arma ofensiva com alta capacidade de penetração. Nesse contexto, um drone furtivo poderá compensar essa lacuna estratégica.

    Mesmo ciente de que os EUA perderam mais de 15 anos, o Congresso ainda não se comprometeu a apoiar o programa e fornecer os recursos financeiros necessários ao seu desenvolvimento.    

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    Tags:
    drones, Israel, Rússia, EUA, China, Su-57, Okhotnik-U, Força Aérea dos EUA
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