12:05 22 Novembro 2019
Ouvir Rádio
    Militares russos lançam fogo da peça de artilharia autopropulsada 2S5 Giatsint durante os exercícios (foto de arquivo)

    Preparar, apontar, fogo: conheça as melhores artilharias autopropulsadas do mundo (FOTOS)

    © Sputnik / Vitaly Ankov
    Defesa
    URL curta
    1263
    Nos siga no

    A Sputnik selecionou as melhores armas de artilharia autopropulsada existentes do mundo e descreveu suas características para você.

    Desde a Primeira Guerra Mundial, diferentes países têm desenvolvido peças de artilharia sobre esteiras. Com velocidade, poder de fogo e melhor cadência de tiro, essas máquinas demonstram cada vez mais sua utilidade ao longo de décadas. Na nossa lista saíram os mais potentes modelos de artilharia autopropulsada mostrados ao público.

    2S35 Koalitsia-SV

    O sistema russo de artilharia autopropulsada Koalitsia-SV foi apresentado ao público em nove de maio de 2015 pela primeira vez, durante a Parada da Vitória em Moscou.

    A plataforma foi desenvolvida para destruir armamentos nucleares táticos, baterias de morteiros, tanques e outros veículos blindados, unidades de infantaria, equipamentos de defesa antimíssil, postos de comando e fortificações, assim como para impedir manobras do inimigo na profundidade da linha de defesa.

    Artilharia autopropulsada russa 2S35 Koalitsia-SV
    © Sputnik / Ilia Pitalev
    Artilharia autopropulsada russa 2S35 Koalitsia-SV

    A plataforma pode usar diferentes tipos de munição. Uma delas é o projétil Krasnopol, capaz de ter sua trajetória controlada. Seu principal armamento é um canhão 2A88 de 152 mm, montado em uma torre sobre o chassi de um tanque T-90.

    O carregamento da munição é feito com um mecanismo pneumático. Sua cadência de tiro ainda está sob segredo, mas acredita-se que a plataforma possa realizar mais de dez disparos por minuto. Sua capacidade máxima é de 70 projéteis.

    O alcance de tiro atinge 80 km. Sua tripulação é de três homens. O 2S35 também é munido com um sistema automático de controle de armas, busca de alvos, navegação e posicionamento. Suas características o tornam superior a qualquer análogo estrangeiro.

    PzH 2000

    Até à apresentação do 2S35 Koalitsia-SV, a artilharia autopropulsada alemã PzH 2000 era considerada a melhor do mundo. A plataforma está presente em diversos países desde 1998.

    O obuseiro autopropulsado PzH 2000, armado com um canhão de 155 mm e comprimento de 52 calibres, possui sistema de navegação próprio e mecanismo de tiro e carregamento automático.

    Artilharia autopropulsada alemã PzH 2000 em ação no Afeganistão
    Artilharia autopropulsada alemã PzH 2000 em ação no Afeganistão

    O PzH 2000 carrega um total de 60 projéteis e sua blindagem resiste a impactos de munição de até 14,5 mm. Seu canhão pode disparar qualquer projétil padrão da OTAN. A cadência de tiro máxima é de três disparos em nove segundos, ou dez tiros por minuto.

    Dependendo da munição, ele pode atingir alvos até 40 km de distância. A tripulação do PzH 2000 é de cinco homens. Embora ele tenha um sistema automático contra incêndio, o veículo apresentou problemas devido ao calor no Afeganistão, nas unidades em serviço da OTAN no país.

    M109

    Esta plataforma de origem norte-americana está em serviço do Exército dos Estados Unidos desde 1963. Por motivos econômicos, Washington preferiu não substituir o armamento por um mais moderno.

    Apesar de sua idade, o M109 passou por diversas modificações. A última delas foi o M109A7, feito em 2012. Ele possui um sistema digital de controle de tiro, assim como um mecanismo de carregamento semiautomático melhorado.

    Artilharia autopropulsada americana M109A7
    Artilharia autopropulsada americana M109A7

    A plataforma M109A7 tem capacidade máxima de 40 projéteis. Seu armamento principal é um canhão M284 de 155 mm. Sua cadência de tiro máxima é de seis disparos por minuto, com um alcance de 30 km. A tripulação é de quatro homens.

    O M109 teve seu batismo de fogo na Guerra do Vietnã. Até hoje mais de 20 países usam o armamento, em particular no Oriente Médio. A plataforma já provou sua eficiência e é capaz de sofrer diversas modificações.

    AS-90 Braveheart

    Esta peça de origem britânica começou a ser usada ainda em 1992. O aparelho substituiu grande parte das peças de artilharia que o Reino Unido possuía até então.

    Seu canhão é de 155 mm, com calibre 39 ou 52, dependendo da versão. A plataforma tem capacidade máxima de 48 projéteis. Além disso, o canhão pode disparar munições que corrigem sua trajetória.

    Artilharia autopropulsada britânica AS-90
    Artilharia autopropulsada britânica AS-90

    O alcance máximo é de 30 km, enquanto a cadência de tiro chega a três disparos em 10 segundos.

    Uma de suas versões possui um sistema de esfriamento de sua transmissão, assim como ar-condicionado para sua tripulação durante as operações no deserto.

    PLZ-05

    Por sua vez, a China desenvolveu sua própria artilharia autopropulsada. O PLZ-05, também conhecido como Tipo-05, está em serviço desde 2005. Ele seria a nova geração do PLZ-45, ainda em serviço na China nos anos 90.

    Sua esteira de seis rodas principais lembra a base do veículo russo Msta-S. Seu canhão principal é um L-52 de 155 mm que pode fazer disparos de até 53 km, dependendo do tipo de munição.

    Artilharia autopropulsada chinesa PLZ-05
    Artilharia autopropulsada chinesa PLZ-05

    Seu mecanismo de carregamento é automático e sua cadência de tiro chega a oito disparos por minuto. Seu sistema de tiro é digitalizado e auxiliado por um visor de calor e um dispositivo a laser que serve para medir distâncias.

    Sua apontaria ao alvo é rápida, enquanto seus projéteis GS1 utilizam tecnologia a laser para destruir alvos com grande precisão.

    Mais:

    Avião formidável: caça Su-35 é comparado com aeronaves dos EUA
    Portal chinês escreve sobre impacto dos caças russos Su-57 nos F-35 dos EUA
    Defesa da Rússia publica VÍDEO de ataques aéreos contra artilharia dos terroristas na Síria
    Tags:
    canhão, blindados, artilharia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar