11:00 07 Dezembro 2019
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    Espião iraniano teria ajudado a realizar ciberataque em instalações nucleares do Irã, diz mídia

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    Um espião iraniano recrutado pelos serviços de inteligência holandeses foi alegadamente fundamental para ajudar os EUA e Israel a instalar o vírus Stuxnet em centrífugas nucleares iranianas em Natantz.

    De acordo com as informações do Yahoo News, um engenheiro iraniano, recrutado pelos serviços de inteligência holandeses AIVD por ordem da CIA e da Mossad, foi quem forneceu dados importantes que ajudaram os desenvolvedores estadunidenses a implantar seu código de ciberataque nos sistemas em Natantz.

    O espião inseriu a unidade USB com o vírus nos sistemas iranianos, sendo que nenhum dos sistemas estava conectado à Internet, ou fez com que outra pessoa fizesse esse trabalho.

    Vírus desenvolvido para sabotar programa nuclear iraniano

    O vírus Stuxnet danificou cerca de 2.000 centrífugas iranianas, impedindo e adiando os planos de enriquecimento de urânio por vários anos, segundo analistas. Vários relatórios apontavam que o vírus Stuxnet teria sido desenvolvido pelos serviços de inteligências israelenses e estadunidenses para sabotar o programa nuclear iraniano. Por enquanto, nenhum país assumiu as responsabilidades nem quanto à criação do vírus nem relativamente à execução do ataque.

    Segundo as informações, quatro serviços secretos, incluindo os da Holanda e da Alemanha, desempenharam um papel importante na elaboração do plano, junto com os Estados Unidos e Israel.

    A França também teria participado do esquema, enquanto os serviços de inteligência do Reino Unido teriam desempenhado igualmente um papel.

    Já havia sido relatado que a Alemanha contribuiu com especificações técnicas e informações sobre os sistemas de controle industrial desenvolvidos pela empresa alemã Siemens e que tinham sido usados na usina nuclear para controlar as centrífugas. Acredita-se que a França forneceu informações semelhantes.

    O espião recrutado pelos holandeses, segundo as informações, estava em uma posição muito boa para entregar informação importante sobre as atividades iranianas, visto que os iranianos visavam obter equipamento europeu para seu programa nuclear e para as centrífugas.

    As centrífugas usadas em Natantz foram desenvolvidas com base no equipamento que teria sido alegadamente roubado da companhia holandesa na década de 1970 pelo cientista paquistanês Abdul Qadeer Khan, que o tinha usado no programa nuclear do Paquistão.

    Está por esclarecer por que as informações sobre o espião foram divulgadas agora. Meses após o vírus Stuxnet ter sido descoberto, um website israelense indicou que Irã teria detido e possivelmente executado vários trabalhadores em Natantz por acreditar que eles ajudaram a implantar o vírus nos sistemas da usina.

    Duas fontes dos serviços secretos que falaram com a Yahoo News disseram que houve mesmo perdas de vidas humanas devido ao Sruxnet, mas não revelaram se isso envolveu o espião recrutado pelos holandeses.

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    Tags:
    ciberataque, vírus, instalações nucleares, Irã, Israel, EUA, serviços secretos, espião
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