21:11 12 Dezembro 2019
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    F-35 a bordo de um porta-aviões (imagem referencial)

    Falhas continuam atrasando fornecimento de motores para F-35, afirma Pentágono

    Marinha dos EUA, foto tirada por Bernadette Wildes
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    A empresa norte-americana Pratt &Whitney segue atrasando o fornecimento de motores para o programa mais caro da história do Pentágono, o F-35.

    O fato está gerando questionamentos sobre a empresa, que pode não estar pronta para suprir as necessidades ou produção em grandes quantidades.

    Um "pedido de ação corretiva" da Agência de Gestão de Contratos da Defesa é mantido contra a produtora. O pedido cita o descumprimento do prazo de entrega de seu lote de motores para o caça norte-americano, inclusive para caças com a capacidade de realizar decolagens e pousos verticais, que é utilizado pelo Reino Unido.

    Com o atraso, a produtora norte-americana está na mira não apenas do Pentágono, como também dos compradores internacionais, acionistas e investidores que avaliam a fusão da United Technologies com a Raytheon Co, que poderia fortalecer a empresa.

    A Pratt & Whitney é a única fornecedora de motores para o caça F-35 e deve entregar as melhorias prometidas para resolver os problemas que originaram o pedido formal da agência em dezembro, afirma o porta-voz Mark Woodbury.

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    O Pentágono indica que os gastos com motores do caça F-35 deve se aproximar dos US$ 2 bilhões (R$ 7,7 bilhões) anuais para a Pratt & Whitney, segundo o analista de inteligência Douglas Rothacker informou à Bloomberg.

    Por sua vez, o porta-voz da produtora, John Thomas, garante que ela está seriamente envolvida na produção das unidades direcionadas a caças F-35.

    O presidente da Pratt & Whitney, Bob Leduc, afirmou que, atualmente, a empresa está fabricando entre13 e 14 motores por mês.
    Entretanto, mesmo que a empresa fabrique 16 motores mensalmente, isso significaria que o fornecimento ocorreria apenas daqui a 30 anos.

    O atraso relacionado a motores estaria ligado às falhas nos testes devido às altas vibrações e detritos de objetos, aponta a agência em uma avaliação trimestral.

    Com isso, a agência acredita que a Pratt & Whitney encontrará grandes dificuldades em cumprir a demanda de contrato de produção de motores para caças F-35.

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    EUA, avião de assalto, avião de combate, avião de ataque, avião, F-35
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