Inteligência dos EUA teme capacidades espaciais da Rússia, China, Coreia do Norte e Irã

© REUTERS / KCNA Lançamento do míssil balístico intercontinental (foto de arquivo)
Lançamento do míssil balístico intercontinental (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Segundo a Agência de Inteligência dos EUA, Irã e Coreia do Norte correspondem a um grande desafio para os norte-americanos devido às capacidades espaciais.

Ambos os países desenvolveram capacidades de interferência, aponta o relatório da inteligência americana.

"Coreia do Norte e Irã também representam um desafio aos militares utilizando os serviços espaciais disponíveis, demonstrando as capacidades de interferência. Coreia do Norte e Irã sustentam as capacidades de lançamento espacial independente, que podem servir como vias para testar tecnologias de mísseis balísticos", ressalta o relatório.

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A inteligência americana também considera Moscou e Pequim combatentes do domínio espacial norte-americano. Isso porque a Rússia continua desenvolvendo armas, que englobam lasers capazes de atingir satélites inimigos.

"As doutrinas militares chinesa e russa indicam que eles veem o espaço como sendo importante para uma guerra moderna, além de suas capacidades de contenção espacial, com o objetivo de reduzir a efetividade dos EUA e seus aliados", aponta o relatório, ressaltando que "Moscou e Pequim estão desenvolvendo sistemas que representam uma ameaça à liberdade de ação no espaço".

A inteligência americana afirma que a Rússia continua a pesquisa e desenvolvimento de sofisticadas capacidades espaciais, como, por exemplo, lasers, que, de acordo com a inteligência americana, seriam utilizados para "interromper, degradar ou danificar satélites ou seus sensores".

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Os EUA entendem que China, Coreia do Norte, Irã e Rússia reforçaram capacidades de defesa espacial para desafiar a dominância militar norte-americana e que os países estariam impulsionando propostas para limitar a militarização espacial.

Em 1967 foi assinado o Tratado do Espaço Sideral envolvendo mais de 100 países, incluindo EUA, Rússia, China e Coreia do Norte, com o objetivo de banir o desenvolvimento de armas de destruição em massa no espaço, além da instalação de armas em corpos celestes.

Apesar disso, no ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Washington estava desenvolvendo uma força espacial para conter os demais países, o que elevou as tensões entre todos os envolvidos, além de uma corrida espacial.

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