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    As Forças Armadas dos EUA

    Tanta verba e nenhuma concretização: 5 projetos de armas dos EUA que não saíram do papel

    © AFP 2019 / MICHAL CIZEK
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    The National Interest preparou uma lista de 5 armamentos de alta tecnologia que custaram aos EUA cerca de 30 bilhões de dólares, mas que no final nunca foram usados por vários motivos.

    Munição antitanque autoguiada

    O projétil Brilliant Anti-Tank Munition (BAT) foi desenvolvido por causa dos receios do Pentágono perante as forças superiores de tanques da URSS durante a Guerra Fria. Os EUA tentaram criar uma ogiva de cluster com munições guiadas para mísseis táticos ATACMS disparados pelo sistema de artilharia de foguetes múltiplos M270.

    Em teoria, apenas um ATACMS seria bastante para destruir uma companhia de tanques. No entanto, a ameaça desapareceu com o fim da Guerra Fria, mas o projeto foi finalmente cancelado apenas em 2003 e custou US$ 2,2 bilhões (R$ 8,2 bilhões).

    Helicóptero RAH-66 Comanche

    Este projeto também apareceu no período da Guerra Fria e foi apresentado em 1991 por uma equipe combinada da Boeing e Sikorsky. O primeiro voo da aeronave de combate e de reconhecimento ocorreu em 1996. O helicóptero tinha boas características de voo, alta densidade de potência e era muito furtivo, mas o projeto era demasiado caro.

    O empreendimento levou 40% do orçamento da aviação do Exército e atingiu US$ 7,9 bilhões (R$ 29,4 bilhões). O projeto foi fechado em 2004, quando ficou claro que era mais simples e barato usar aeronaves de reconhecimento não tripuladas.

    Obuseiro autopropulsado Crusader

    O obuseiro Crusader de 155 mm foi desenvolvido para substituir o M109 Paladin, que foi criado há mais de meio século e foi modernizado muitas vezes. O obuseiro autopropulsado XM2001 Crusader tinha velocidade de até 10 tiros por minuto e alcance de mais de 40 quilômetros.

    Mas naquela época o Exército estava procurando opções mais leves e mais rápidas de posicionar em uso em todo o mundo. Por isso, o projeto do obuseiro de 43 toneladas, com um veículo de transporte separado para munições pesando 36 toneladas, foi abandonado, tendo custado US$ 2,2 bilhões (R$ 8,2 bilhões).

    Future Combat Systems

    O programa Future Combat Systems (FCS) foi iniciado oficialmente em 2003 e foi projetado para reequipar o Exército americano, tornando-o capaz de se movimentar rapidamente pelo mundo. O projeto de "tanque do futuro", com base em um chassi comum, custou US$ 18,1 bilhões (R$ 67,24 bilhões).

    Mas a tentativa de desenvolver algo universal acabou se tornando mais cara do que o refinamento de um determinado sistema para tarefas específicas.

    Veículo de combate terrestre

    O legado do FCS se transformou no programa mais concentrado de um Veículo de Combate Terrestre (GCV, ou Ground Combat Vehicle). Tudo começou em 2009. O veículo de combate de infantaria tinha requisitos especiais para mobilidade e sobrevivência. O resultado foi um carro com peso de 60 toneladas. O programa foi abolido em 2014 pelo Congresso dos EUA e custou mais de US$ 1 bilhão (R$ 3,7 bilhões).

     

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    Tags:
    gastos militares, tecnologia militar, The National Interest, Forças Armadas, EUA
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