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    No início dos anos 2000, os EUA eram os únicos que operavam aviões conhecidos como “invisíveis”.

    Com o passar do tempo, o monopólio americano terminou e surgiram outras potências com novas tecnologias "furtivas".

    Apesar das aeronaves serem furtivas, essas características não tornam as aeronaves totalmente invisíveis aos radares, ou seja, a tecnologia permite reduzir a detecção pelos radares, tornando as aeronaves menos visíveis do que as aeronaves normais.

    Além disso, as aeronaves também são detectáveis por outros meios de detecção como, por exemplo, os sistemas de busca e monitoramento por infravermelho.

    Contudo, a utilização das tecnologias furtivas oferece algumas vantagens durante as missões de combate, sendo quase uma tecnologia obrigatória para as aeronaves mais avançadas devido à grande quantidade de aeronaves militares que utilizam a tecnologia.

    Assim, a Sputnik Mundo elaborou uma lista contendo as aeronaves dotadas da tecnologia furtiva.

    Lockheed Martin F-117 (EUA)

    F-117 Nighthawk
    © AFP 2020 / USAF / Força Aérea dos EUA
    F-117 Nighthawk

    Essa foi a primeira aeronave furtiva produzida em série e operada por uma Força Aérea. O F-117 era um bombardeiro tático e não realizava operações de caça.

    O projeto da aeronave era focado em sua "invisibilidade", afetando seriamente suas características de voo e custos operacionais. Entretanto, um F-117 foi derrubado durante a missão da OTAN na Iugoslávia por um sistema de defesa antiaérea soviético.

    O F-117 foi retirado do serviço em 2008, porém, ele ainda é utilizado para realizar testes de novos equipamentos e tecnologias, eventualmente ligadas à defesa contra sistemas de busca por infravermelhos e mísseis terra-ar.

    Northrop Grumman B-2 (EUA)

    B-2 Spirit norte-americano
    © Foto / US Air Force / Cherie A. Thurlby
    B-2 Spirit norte-americano

    Essa aeronave é uma das mais caras já construídas, já que custou em torno de US$ 700 milhões (R$ 2,6 bilhões) por unidade. Por essa razão, o Congresso dos EUA reduziu o pedido de 132 destes bombardeiros para apenas 21 unidades.

    O B-2 foi o primeiro bombardeiro com esquema de asa voadora a ser produzido em série. O programa do bombardeiro previa uma aeronave com baixa assinatura radar e grande capacidade de carga.

    A aeronave iniciou suas operações em 1997 e até hoje é um dos transportadores de armas nucleares dos EUA, tendo participado das guerras no Kosovo, Iraque, Afeganistão e Líbia.

    Lockheed Martin F-22 (EUA)

    Caça norte-americano F-22 Raptor
    Caça norte-americano F-22 Raptor

    Atualmente, esse é o caça insígnia dos EUA, tendo entrado em operação em 2005 e com 187 aeronaves construídas. O baixo número de aeronaves produzidas se deve ao fato de ela possuir um alto custo de produção e de operação.

    O F-22 é um caça de superioridade aérea, além de ter sido adaptado para realizar missões de ataque ao solo. A Força Aérea americana continua utilizando a aeronave, porém, não é possível citar a quantidade de aeronaves operacionais, já que possui baixa disponibilidade operacional e houve diversos acidentes.

    Inclusive, recentemente algumas unidades de F-22 foram atingidas pelo furacão Michael, danificando algumas em uma base aérea dos EUA.

    Lockheed Martin F-35 (EUA)

    Caça norte-americano F-35B Lightning II
    Caça norte-americano F-35B Lightning II

    O F-35 foi criado como um aparelho universal que também visa a exportação. Com isso, foram criadas três versões: o F-35A para a Força Aérea, o F-35B para o Corpo de Fuzileiros e o F-35C para a Marinha, com a capacidade de realizarem decolagem convencional, decolagem curta e pouso vertical e adaptado para catapultas, respectivamente.

    Contudo, o projeto enfrenta críticas por seus custos exorbitantes, falhas técnicas e atrasos na sua introdução, fazendo com que os órgãos responsáveis pela homologação da aeronave diminuíssem as exigências dos testes para que não ocorram novos atrasos em suas entregas.

    O custo do programa já ultrapassou US$ 1,5 bilhões (R$ 5,6 bilhões), sendo que as aeronaves são exportadas para países como o Reino Unido, Austrália, Coreia do Sul e Japão.

    Sukhoi Su-57 (Rússia)

    Caça multifuncional russo Su-57 durante o fórum EXÉRCITO 2018, no aeródromo de Kubinka
    © Sputnik / Aleksei Filippov
    Caça multifuncional russo Su-57 durante o fórum EXÉRCITO 2018, no aeródromo de Kubinka

    O Su-57 é o primeiro caça de quinta geração fabricado pela Rússia e deverá entrar em serviço das Forças Aeroespaciais russas neste ano.

    Os caças devem receber novos motores até 2023 ou 2025. Para alguns críticos, o Su-57 é menos furtivo que os caças F-35 e F-22, contudo, eles admitem que o caça possui outras virtudes.

    O projeto do Su-57 foi focado na supermanobrabilidade e nos radares, sendo essas as principais diferenças em relação aos caças americanos, já que os Su-57 possuem radares laterais.

    Através da utilização da tática conhecida como "beaming", até mesmo os caças comuns podem se tornar invisíveis aos radares inimigos, porém, ao realizar essa manobra a aeronave perde o inimigo do campo de visão. Contudo, isso não ocorre com o Su-57, pois o caça conta com os sensores laterais.

    A aeronave ainda não está em operação, porém já participou de testes em combates reais durante missões realizadas na Síria.

    Chengdu J-20 (China)

    Caça furtivo chinês J-20 durante um show aéreo em Zhuhai, província de Guangdong, China, novembro de 2016
    © REUTERS / Stringer
    Caça furtivo chinês J-20 durante um show aéreo em Zhuhai, província de Guangdong, China, novembro de 2016

    Apesar de o caça de quinta geração ser a insígnia da Força Aérea chinesa, ele causou uma grande polêmica. Muitos acreditam que a aeronave possui diversos elementos muito semelhantes aos de outras aeronaves.

    Por esse motivo, alguns especialistas militares destacaram a "suspeita" semelhança da configuração da asa, dos motores e estabilizadores verticais localizados na parte inferior com o caça experimental russo de quinta geração, MiG-1.44.

    Além disso, sua parte dianteira é semelhante à do caça F-22, enquanto que as entradas de ar e os estabilizadores apresentam semelhanças com o caça F-35.

    O caça chinês iniciou suas operações em 2017.

    Shenyang J-31 (China)

    Caça chinês J-31
    © AP Photo / Xinhua, Liu Dawei
    Caça chinês J-31

    É mais um caça chinês considerado por alguns como sendo um clone do caça americano F-35, inclusive supondo que um chinês tenha roubado a documentação técnica da Lockheed Martin e a tenha enviado aos fabricantes chineses.

    Isso faz com que diversas características da aeronave sejam muito semelhantes, principalmente na aparência externa, com a diferença de que a versão chinesa possui dois motores ao invés de apenas um.

    Segundo os chineses, o J-31 tem como objetivo alcançar o mercado internacional de caças de quinta geração, oferecendo uma alternativa econômica às aeronaves russas e americanas.

    O caça decolou pela primeira vez em 2012 e sua integração à Força Aérea chinesa está prevista para este ano.

    Mitsubishi X-2 Shinshin (Japão)

    Mitsubishi X-2 Shinshin
    © AFP 2020 / Toshifumi Kitamura
    Mitsubishi X-2 Shinshin

    O caça japonês surgiu como um experimento tecnológico, mas se tornou em um autêntico projeto de defesa depois que os EUA se recusaram a vender seus caças F-22 ao Japão.

    O X-2 é um caça ligeiro com características dos caças de quinta geração, como manobrabilidade, furtividade e alcance. Além disso, a aeronave conta com motores importados, além de um empuxo vetorial.

    A aeronave realizou seu primeiro voo em 2016 e deve ser integrado à Força Aérea japonesa em 2035.

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    Tags:
    tecnologia furtiva, bombardeiro estratégico, avião de combate, avião de ataque, avião de assalto, Rússia, Japão, China, EUA
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