18:26 19 Maio 2019
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    Porta-aviões Ronald Reagan dos EUA perto da península da Coreia

    Será que novo míssil hipersônico chinês é capaz de afundar porta-aviões estadunidenses?

    CC BY 2.0 / Frota do Pacífico dos EUA / USS Ronald Reagan
    Defesa
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    A mídia chinesa informou que o país poderia afundar porta-aviões inimigos com seu novo míssil hipersônico DF-17 horas depois que navios de guerra americanos e britânicos navegaram no mar do Sul da China, mas o analista Kyle Mizokami põe em dúvida essa possibilidade.

    Segundo o analista, embora a China quase certamente tenha desses mísseis capazes de transportar uma ogiva nuclear, ele duvida que eles possam localizar e destruir um desses navios, que seja "impossível" que a "defesa antimíssil ocidental" os localize e intercepte e que eles possam atacar "qualquer objetivo no mundo em uma hora", como informou a mídia chinesa.

    Os mísseis balísticos tradicionais transportam suas ogivas no espaço e seguem trajetórias balísticas calculadas antes de atingirem seus alvos. Entretanto, o DF-17 e outras armas hipersônicas não chegam a entrar no espaço. Em altitudes muito altas, ainda dentro da atmosfera da Terra, essas armas descem em direção a seus alvos com velocidades superiores a Mach 5, uma circunstância que complica enormemente sua intercepção.

    A possibilidade de os DF-17 afundarem um grande navio dos EUA vai depender da capacidade do exército chinês, porque a China teria que localizar, e depois monitorar, um porta-aviões no imenso oceano Pacífico, revelou Mizokami em seu artigo para o portal Popular Mechanics.

    Para atingir seu objetivo, Pequim precisaria de um agrupamento de navios militares, satélites e aviões apoiados por comunicações seguras, mas Washington teria recursos semelhantes para colocar uma "bolha protetora" em torno do navio: os EUA bloqueariam os sinais estrangeiros e se defenderiam de qualquer unidade inimiga que se aproximasse do porta-aviões americano.

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    Tags:
    porta-aviões, míssil balístico, China, EUA
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