23:33 19 Maio 2019
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    Submarino nuclear da China (imagem de arquivo)

    Qual a real intenção da China na fabricação de novos submarinos? Analista explica

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    No dia 15 de janeiro de 1955 os líderes da China decidiram criar sua própria bomba nuclear como resposta às ameaças dos EUA em usar armas nucleares contra o país asiático.

    Em comparação com os EUA, o arsenal nuclear chinês é significativamente menor, mas "eles consideram que essas ogivas nucleares serão suficientes para infligir danos inadmissíveis a seus potenciais inimigos geopolíticos", segundo disse o analista militar Viktor Murakhovsky.

    Em relação ao novo míssil balístico JL-3, o especialista afirma que este é, de fato, o primeiro projétil dessa classe fabricado pela China, mas destaca que, apesar de suas capacidades, ele "não é extraordinário", uma vez que Rússia e EUA já os possuem há décadas.

    Para o especialista, o desenvolvimento destes mísseis e de novos submarinos para transportá-los tem uma importância estratégica.

    "Submarinos são imunes a ataques preventivos, tanto nucleares quanto convencionais. Então, enquanto eles estão patrulhando a probabilidade de encontrá-los é muito baixa", disse o analista, ressaltando que os submarinos armados com mísseis JL-3 garantem uma reposta rápida em caso de ataque.

    Murakhovsky também ressalta que somente agora os chineses alcançaram o nível tecnológico para criar uma frota submarina estratégica, enquanto que as capacidades referentes a caças de quinta geração se assemelham às da Rússia e EUA. Apesar de ser uma máquina notável, o especialista considera que os aviões de combate chineses de quinta geração não se enquadram em questões estratégicas, pois pertencem à aviação operativo-tática e não são portadores de armas nucleares.

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    Tags:
    estratégia, submarino nuclear, míssil balístico intercontinental, Viktor Murakhovsky, China
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