05:03 12 Dezembro 2018
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    Lançamento de mísseis Bulava a partir do submarino Yuri Dolgoruky no mar Branco

    Qual a única condição em que Rússia abandonaria mísseis 9M729 que preocupam tanto EUA?

    © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
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    Os Estados Unidos apelaram a que a Rússia descarte o míssil 9M729 ou que o modifique, pois acreditam que seu alcance viola o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário. Analista militar russo explicou por que a Rússia não precisa alterar o projétil e indicou a única condição sob a qual o país poderia abandoná-lo.

    A vice-secretária de Estado dos EUA para Controle de Armas e Segurança Internacional, Andrea Thompson, afirmou recentemente que o alcance do míssil russo 9M729 é de entre 500 e 5.500 quilômetros (SSC-8, na classificação ocidental), violando o Tratado INF, apelando a que Rússia desista dessa arma ou a modifique.

    Em comentário ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências militares Konstantin Sivkov sublinhou que a Rússia não tem nenhumas razões para abandonar essa arma porque esta não é abrangida pelas cláusulas do tratado.

    O analista lembrou que os Estados Unidos possuem no território europeu sistemas de lançamento de mísseis MK 41 que podem ser usados inclusive para lançar mísseis de cruzeiro do tipo Tomahawk e assim violam de fato o tratado.

    "Não temos motivos para tirar do serviço estes mísseis — eles têm um alcance menor que 400 quilômetros. Já os norte-americanos devem abandonar os MK 41, retirá-los da Europa. Mas se os mísseis são um assunto tão sensível para os EUA, acho que poderíamos descartá-los sob condição de que os norte-americanos desistam do posicionamento na Europa dos MK 41", concluiu o especialista.

    Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que a Rússia tem dois meses para que "retorne ao cumprimento" do Tratado INF. Ele acrescentou que, em caso contrário, Washington se retirará do tratado.

    Em resposta, o presidente russo Vladimir Putin destacou que os EUA não apresentaram nenhumas provas da violação do acordo por Moscou. O líder russo sublinhou que a declaração de Pompeo surgiu tarde, pois primeiro Washington anunciou sua intenção de se retirar do Tratado INF e só depois começou a buscar justificativas.

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    Tags:
    violação, míssil de cruzeiro, Tratado INF, míssil, Tomahawk, MK-41, 9M729, Vladimir Putin, Mike Pompeo, EUA, Rússia
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