04:21 17 Fevereiro 2019
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    Porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson

    Almirantes avaliam chances de porta-aviões dos EUA entrarem nos mares Báltico e Negro

    © REUTERS / Erik De Castro
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    O comandante da Segunda Frota dos EUA, Andrew Lewis, afirmou que os porta-aviões americanos podem agir em condições de bloqueio de acesso nas áreas estrategicamente importantes para a Rússia. Almirantes russos avaliaram a possibilidade de a Marinha dos EUA usar seus porta-aviões nos mares Negro e Báltico.

    Anteriormente, a edição Business Insider citou o chefe da recém-restaurada Segunda Frota dos EUA, vice-almirante Andrew Lewis, que falou sobre a tática russa de bloquear o acesso de tropas estrangeiras a áreas estrategicamente importantes, em particular na Crimeia e em Kaliningrado (enclave russo situado entre a Polônia e a Lituânia).

    Os navios da Marinha ucraniana Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu detidos pela guarda fronteiriça da Rússia após terem violado a fronteira
    © Sputnik / Assessoria de imprensa da guarda fronteiriça do Serviço Federal de Segurança da Rússia na Crimeia
    Segundo Lewis, porta-aviões e tropas terrestres americanos podem agir em condições de bloqueio de acesso.

    Porém, almirantes russos comentaram que o uso de porta-aviões americanos no mar Negro é impossível conforme a Convenção de Montreux sobre o Regime dos Estreitos, enquanto no mar Báltico simplesmente não há espaço suficiente para a passagem dos navios.

    "Os Estados Unidos possuem 11 porta-aviões, todos nucleares, cada um tem cerca de 90 aviões. São rápidos e os americanos podem posicioná-los onde quer que considerem necessário. No entanto, eles não poderão passar em todos os lugares, por exemplo sua entrada no mar Báltico é difícil. No mar Negro eles simplesmente não podem entrar através dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, pois tal passagem é proibida pela Convenção de Montreux sobre o Regime dos Estreitos", disse o almirante russo Vladimir Komoedov.

    O ex-comandante da Frota do Mar Negro, almirante Vladimir Valuev, partilha a opinião de Komoedov, sublinhando que ainda não houve casos em que porta-aviões estadunidenses tenham entrado nos mares Negro ou Báltico para cumprirem suas tarefas.

    A Convenção de Montreux regula a passagem de navios militares através dos estreitos de Bósforo e Dardanelos. Segundo o documento, os porta-aviões não podem atravessar os estreitos a não ser que a Turquia seja parte em um conflito militar ou considere que para ela existe uma ameaça militar direta.

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    passagem, porta-aviões, Convenção de Montreux, Frota do Mar Negro, Segunda Frota dos EUA, Vladimir Valuev, Andrew Lewis, Estreito de Dardanelos, Estreito de Bósforo, Kaliningrado, Crimeia, EUA, Rússia