18:14 17 Dezembro 2018
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    Soldados estão em um tanque da coalizão liderada pela Arábia Saudita, na periferia da cidade portuária de Aden, no sul do Iêmen.

    Venda de armas europeias precisa de controles mais rígidos, diz Parlamento Europeu

    © AFP 2018 / Saleh Al-Obeidi
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    Controles mais rigorosos sobre as exportações de armas da União Européia são necessários e as sanções devem ser impostas aos países que desrespeitam as regras do bloco, afirma uma moção aprovada pelo Parlamento Europeu nesta quarta-feira (14).

    "No Iêmen, as armas europeias são fundamentalmente responsáveis ​​pela guerra", disse a parlamentar alemã Sabine Losing, que lidera os esforços para responsabilizar os governos da União Europeia. 

    O apelo do Parlamento Europeu não é vinculativo, mas é a segunda vez em menos que têm legisladores da UE aprovam uma resolução sobre a venda de armas incitando limites após o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. 

    A UE é o segundo maior fornecedor de armas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O bloco europeu responde por mais de um quarto de todo o comércio global de armamentos. 

    O Brasil também vende armas utilizadas no conflito do Iêmen

    De acordo com a moção, a venda de armas para a Arábia Saudita viola 6 dos 8 critérios estabelecidos pelo bloco que os países da União Europeia devem adotar ao exportar armas. A eurodeputada Losing sustenta que as regras do bloco estabelecem o caminho para uma possível aplicação de sanções.

    O governo do presidente francês Emmanuel Macron foi criticado por grupos de direitos e legisladores da oposição pelas vendas de armas francesas à Arábia Saudita.

    Paris tem procurado aumentar o seu peso diplomático no Oriente Médio através da venda de navios de guerra, tanques, artilharia e munições para os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.

    O chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, afirmou na segunda-feira (12) disse a indústria bélica do país segue regras rígidas e que pausar a venda de armamentos "pode afetar os civis".

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    Tags:
    Parlamento Europeu, Jean-Yves Le Drian, Emmanuel Macron, Iêmen, França
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