17:55 14 Dezembro 2018
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    Tropas do exército britânico participam do exercício Trident Juncture 2018 perto de Rena, Noruega, 22 de outubro de 2018

    O que realmente pretendia OTAN com manobras na Noruega?

    © REUTERS / Bundeswehr/Handout via REUTERS
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    Considerada a maior manobra da OTAN desde a Guerra Fria, os exercícios Trident Juncture 2018 na Noruega foram classificados como estratégicos, segundo a revista russa Ogoniok.

    O treinamento visava capacitar militares para interação efetiva entre vários setores a fim de aplicar golpes certeiros e com prontidão.

    No início das simulações, o comandante dos exercícios e da Marinha dos EUA na Europa, almirante James G. Foggo III, anunciou que a prática seria realizada em agrupamentos de 30 batalhões de forças terrestres e o mesmo número em navios de guerra e esquadrilhas de aviação durante 30 dias.

    Para as manobras, foram alocados ao Círculo Polar Ártico 50 mil efetivos militares de 29 países-membros da OTAN, além de aliados como a Suécia e Finlândia, 10 mil veículos pesados, 70 navios e 250 aviões e helicópteros.

    Em 30 de outubro, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, ressaltou que, embora a Aliança se oponha à militarização do Ártico, metade da Noruega está no Círculo Polar Ártico, tornando-se, assim, uma área de responsabilidade da OTAN.

    "Já que a Rússia começou as construções militares no Ártico, quero que a OTAN proteja a Noruega", disse o secretário-geral.

    A edição russa salienta que "os comentários de Stoltenberg explicam muito", relatando que a meta principal das atividades consiste em garantir um deslocamento rápido de forças miliares através do Atlântico e Europa.

    De acordo com a revista, outro importante objetivo dos exercícios é o Ártico — região de grande interesse para muitos. O Reino Unido, que é escasso de território, forma uma estratégia de defesa ártica enviando forças à Noruega, enquanto a OTAN assume o controle das comunicações do Atlântico Norte.

    Além disso, a China está elaborando estratégia e anunciou que tem intenção de colaborar com a Rússia na criação da Rota de Seda Polar, porém, as manobras no Ártico e as bases no país nórdico atrapalham os planos.

    A mídia russa ressalta que os exercícios da OTAN farão com que Moscou e Pequim acabem realizando manobras conjuntas com mais frequência.

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    Tags:
    navios de guerra, forças terrestres, batalhões, exercício militar, manobras, Trident Juncture 2018, OTAN, Jens Stoltenberg, Ártico, Noruega
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