02:57 15 Novembro 2018
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    Porta-aviões nuclear Abraham Lincoln da Marinha dos EUA, foto de arquivo

    Inédito drone marítimo poderá brevemente equipar Marinha dos EUA

    © AP Photo / Hassan Ammar
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    O comando da Marinha dos EUA publicou no site de compras públicas do Pentágono uma lista de requisitos para a possível aquisição de um veículo não tripulado de superfície médio (MUSV, na sigla em inglês).

    O veículo deve proporcionar grande autonomia, autonomia para cruzar o oceano, proteção contra abordagens da embarcação e espaço no convés para carga militar. As empresas que quiserem se candidatar ao contrato devem apresentar seus projetos até 19 de novembro.

    Nesta matéria a Sputnik conta sobre as tarefas que os "navios sem capitães" deverão ser capazes de realizar.

    Cruzar o oceano

    O drone marítimo em perspectiva será relativamente pequeno – de 12 a 50 metros de comprimento. Conforme as exigências da Marinha, o convés do MUSV deve ser largo o suficiente para que possam ser instalados dois contêineres marítimos padrão – de 20 e 40 pés. A velocidade máxima estimada do drone sem ondulação seria de 24 a 27 nós, e a de cruzeiro equivalente a pelo menos 16 nós. A distância a percorrer deve ser de 4,5 mil milhas náuticas (8,3 mil quilômetros) com uma autonomia de navegação de 60 a 90 dias.

    O veículo funcionará com combustível diesel da norma F-76 da OTAN, o que significa que será capaz de se reabastecer nas bases navais dos aliados europeus dos EUA. A potência da unidade propulsora deve ser de 300 a 500 quilowatts.

    O principal requisito para o projeto é sua máxima autonomia. O controle remoto do drone ao longo do percurso pode ser realizado por uma pessoa. Ao mesmo tempo, está prevista a colocação temporária (até 24 horas) de um pequeno grupo de militares a bordo do drone – até quatro mergulhadores de combate ou fuzileiros navais. Se necessário, eles terão acesso total a todos os sistemas do MUSV.

    Além disso, o drone deve estar protegido contra a captura por um grupo de abordagem de um inimigo potencial. Ainda não está claro como se pode implementar isso, já que não está previsto armamento defensivo a bordo do drone marítimo.

    Todos os equipamentos de comunicação e controle remoto são montados no convés. Em particular, mencionam-se antenas para receber ondas decimétricas e milimétricas, assim como equipamento de comunicação via satélite Inmarsat, através do qual um operador, recebendo informações de inúmeras câmeras e sensores a bordo, poderá controlar o MUSV a partir do continente.

    No entanto, há uma série de tarefas que o drone deve realizar de modo independente. Por exemplo, contornar obstáculos sem intervenção humana e não interferir no caminho de outros navios, evitar baixios e considerar o tempo climático.

    Caçador não tripulado

    O documento afirma que a lista completa de equipamentos que devem ser instalados no MUSV será fornecida posteriormente, quando a Marinha selecionar o projeto vencedor. Na verdade, é a lista do "recheio" eletrônico que indicará o propósito exato do veículo. Por enquanto, é muito provável que o MUSV seja um veículo de reconhecimento naval não tripulado capaz de acompanhar os rastros de navios individuais e grupos navais por um longo período, realizando missões de guerra eletrônica ou de reconhecimento eletrônico.

    A ausência de armamento defensivo não significa, em absoluto, que seja impossível instalar um sistema de ataque. Para exemplificar, a Rússia desenvolveu em 2011 o sistema de mísseis Club-K com um módulo de lançamento universal feito na forma de um contêiner marítimo padrão. No final, a capacidade de colocar a bordo quatro militares permite que o MUSV sirva como uma base temporária para mergulhadores de combate ou sabotadores.

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    Tags:
    guerra eletrônica, reconhecimento, alcance, projeto, drone, Marinha dos EUA, OTAN, EUA
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