23:45 20 Novembro 2018
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    Sistema de defesa antiaérea russo Shilka M-4

    Shilka-M4: sistema antiaéreo russo adquire segunda vida

    © Sputnik / Ramil Sitdikov
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    O sistema de defesa antiaérea ZSU-23-4, mais conhecido como Shilka, deixou de ser fabricado há 40 anos e agora é considerado obsoleto. No entanto, a sua modernização dará uma segunda vida a essa arma e lhe permitirá desempenhar novo papel nos campos de batalha.

    Características principais do Shilka

    O ZSU-23-4 é um sistema de defesa antiaérea autopropulsado cuja fabricação foi iniciada em 1964 e durou até 1982, com aproximadamente 6.500 unidades produzidas.

    O sistema é equipado com quatro canhões de 23 mm instalados em pares, que podem disparar até 3.400 tiros por minuto.

    O objetivo original dessa arma era defender as tropas de veículos aéreos voando a baixa altitude, ou seja, helicópteros, aviões, mísseis de cruzeiro e até mesmo alvos marítimos.

    Vale destacar que o Shilka possui um escudo à prova de balas que protege a tripulação e os mecanismos vitais e, portanto, permite ao ZSU-23-4 ser implantado na frente do combate.

    Arma segura testada em combates

    Durante os últimos 40 anos, este sistema de defesa antiaérea foi usado não contra alvos aéreos, mas contra os terrestres. Assim, as tropas soviéticas usaram-no amplamente durante o conflito no Afeganistão para eliminar fortificações inimigas e veículos com blindagem leve à distância de até dois ou três quilômetros.

    O mesmo modelo foi utilizado em conflitos armados nos Balcãs, na África e em áreas de tensão elevada da União Soviética.

    O Shilka é usado ainda hoje, por exemplo pelas forças governamentais na Síria, onde já provou sua eficácia em áreas urbanas.

    Os canhões têm capacidade de se inclinar em ângulos maiores do que as armas de outros blindados. Isso lhes permite abrir fogo contra alvos localizados nos pisos superiores dos prédios.

    Ademais, com o objetivo de preparar esses sistemas de "combate urbano" para enfrentar novos desafios, os soldados sírios aperfeiçoam sua proteção com grades de blindagem contra lança-foguetes.

    Resultado da modernização

    As novas capacidades do ZSU-23-4 apareceram na sua nova versão, o Shilka M-4. Graças à modernização, o sistema recebeu um novo radar e a possibilidade de transportar e lançar mísseis Igla, o que aumenta o seu alcance máximo.

    Todos os equipamentos elétricos também passaram a ser digitais e o sistema de visão noturna ativo foi substituído por um passivo, o que melhora a invisibilidade do Shilka.

    Ao mesmo tempo, os engenheiros responsáveis pela modernização desse sistema de defesa antiaérea levaram em conta o conforto da tripulação: agora o veículo tem um novo chassi e ar condicionado.

    Além disso, após a modernização, o Shilka-M4 também inclui um centro de comando e reconhecimento móvel Sborka-M1, que se comunica com o Shilka através de um canal codificado.

    Arsenal inimaginável

    As munições do Shilka-M4 consistem em 2.000 projéteis de 23 mm e quatro mísseis Igla. A distância máxima de deteção de alvos aéreos é de 34 quilômetros, com a distância máxima de acompanhamento de alvos de 10 quilômetros. A distância mínima é de 200 metros.

    Ao falar sobre capacidades de ataque da versão modernizada do sistema, vale a pena indicar que o Shilka M-4 pode disparar contra alvos aéreos à altitude mínima de 20 metros. Os mísseis guiados Igla são capazes de atingir alvos à distância de cinco quilômetros e à altitude de 3,5 quilômetros.

    O novo sistema entrará em serviço para defender o espaço aéreo da Rússia, mas os exércitos estrangeiros que já possuem versões antigas dessa arma terão a oportunidade de pedir a sua modernização.

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    Tags:
    defesa antiaérea, projéteis, canhões, modernização, mísseis, Shilka, Síria, Rússia
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