16:10 16 Outubro 2018
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    Módulo multifuncional de interferência Krasukha 4 durante os exercícios na região de Sverdlovsk, Rússia (foto de arquivo)

    Do que será capaz a nova arma eletromagnética russa?

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    O assessor da empresa russa Concern Radio-Electronic Tecnologies (KRET, Consórcio de Tecnologias Radioeletrônicas) revelou que na Rússia estão sendo conduzidos testes militares de armas eletromagnéticas.

    Segundo ele, trata-se dos chamados canhões de micro-ondas, que usam energia concentrada por radiação eletromagnética de alta frequência, capaz de desativar os sistemas eletrônicos em um certo raio de ação, relatou o RT. O armamento desse tipo pode ser usado em plataformas terrestres ou aéreas. 

    Tendo em conta suas particularidades, essa é uma arma mais próxima da guerra eletrônica. A radiação eletromagnética que atinge o alvo resulta fatal não apenas para os sistemas eletrônicos, mas também para os sistemas nervoso e imunológico das pessoas.  Além disso, um canhão de micro-ondas pode detonar explosivos à distância.

    Desde meados do século XX que os cientistas cogitavam usar o princípio da energia por radiação eletromagnética no setor militar. O problema é que uma arma desse calibre precisava de muitíssima energia para funcionar. 

    "Para empregar um canhão de micro-ondas em combate, é necessária uma usina completa. Claro que isso limita a possibilidade de sua utilização", disse ao RT Dmitry Kornev, fundador do portal Military Russia.

    Agora a KRET está desenvolvendo o sistema Alabuga, um novo míssil radioeletrônico que será capaz de desativar sistemas radioeletrônicos dos navios, aeronaves, tanques, mísseis e metralhadoras autopropulsadas.

    Em outubro de 2017, o jornal britânico Daily Star informou que esse sistema "poderá neutralizar exércitos inteiros".  Além disso, o Alabuga desativa todos os equipamentos eletrônicos do inimigo em um raio de alguns quilômetros, podendo sua onda de radiação ser comparada com a "explosão de uma bomba nuclear". 

    Segundo Mikheev, os testes feitos em polígonos provam que os especialistas da KRET conseguiram um grande avanço em resolver os principais problemas tecnológicos. 

    Kornev supõe que a empresa desenvolveu uma fonte compacta de energia para armas eletromagnéticas. Ele acrescentou que o progresso tornou-se possível devido ao advento de um pequeno reator nuclear instalado no mais avançado míssil de cruzeiro russo, com um raio de ação ilimitado.

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    Tags:
    energia, exército, guerra eletrônica, Rússia
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