00:08 14 Novembro 2019
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    Tanques chineses (imagem ilustrativa)

    EUA poderiam derrotar a China?

    © REUTERS / Rafiqur Rahman
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    Para a China, a guerra assimétrica representa uma tática com raízes antigas que foi aplicada com sucesso na idade contemporânea. No ponto de vista de Pequim, a guerra assimétrica significa utilizar suas próprias capacidades e forças para atacar uma fraqueza do inimigo.

    Essa tática pode envolver a utilização do terreno, táticas ou aplicação de novas ou diferentes tecnologias.

    Para entender um pouco essa estratégia chinesa, podemos citar o livro "A Arte da Guerra", do autor Sun Tzu, que diz que para obter muitas vitórias devem ser utilizados meios assimétricos com movimentos militares de surpresa, além de avisar que um exército deveria empregar uma combinação de movimentos diretos, ofensivos e defensivos normais, e movimentos incomuns, inesperados ou súbitos a fim de dominar o campo de batalha.

    Os planejadores chineses consideram o chamado "cenário de Taiwan", onde a força mais poderosa [China] enfrenta um inimigo mais fraco, mas uma força inimiga ainda mais poderosa (como os EUA) poderia intervir no conflito. Os estrategistas chineses têm defendido a utilização de um conjunto de armas para danificar a economia e a comunicação em caso de guerra com os EUA. Uma dessas armas são ataques cibernéticos e contra redes informáticas. Eles ainda entendem que as redes são as bases da sociedade, sendo críticas para a segurança nacional, segundo a revista The National Interest.

    Pesquisadores militares chineses acreditam que operações ofensivas contra sistemas de informação de um adversário podem causar sérios danos na população e economia, causando grandes perdas financeiras.

    Além disso, a China está testando os efeitos da detonação de uma arma nuclear em grande altitude que cria um pulso eletromagnético altamente destrutivo, o que poderia paralisar e desorganizar vastas áreas da infraestrutura e tecnologia norte-americanas. China e EUA estão competindo para desenvolver e refinar as armas eletromagnéticas.

    A China está trabalhando em uma grande variedade de armas da próxima geração, que seriam utilizadas para atacar e penetrar os sistemas de defesa e outros, em terra ou no mar, pois acredita que isso ajudará no domínio de eventuais conflitos.

    Pequim também está se focando na dominação do espaço exterior, por acreditar que isso será de fundamental importância em qualquer guerra futura.

    Considerando que a China está focada em uma guerra irregular, as forças americanas têm pela frente um novo desafio e a necessidade de rever suas ideias sobre as vulnerabilidades inerentes na atual forma americana de fazer a guerra. Os EUA terão que se defender contra as táticas e armas chinesas, como o uso potencial de armas eletromagnéticas, por exemplo. Além disso, os EUA terão de pensar em usar mecanismos legais para desafiar os esforços de Pequim para alterar o direito internacional.

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    Tags:
    estratégia, tecnologia nuclear, tecnologia militar, tática de guerra, EUA, China
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