15:27 23 Outubro 2018
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    Tanque T-72B durante treinamentos no polígono Pogonovo, Rússia, 27 de junho de 2018

    Tanques mais furtivos poderiam mudar métodos de guerra terrestre

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    A combinação de diferentes desenvolvimentos tecnológicos permitirá aos tanques do futuro serem mais difíceis de detectar e isso poderia ter implicações estratégicas, segundo analistas do portal especializado norte-americano Defense One.

    À medida que se realizem esses avanços, as vantagens potenciais de carros de combate futuristas poderiam introduzir suas implicações operacionais e político-estratégicas e estes benefícios requerem uma análise séria.

    Esses "tanques furtivos" não seriam invisíveis, mas reduziriam a sua seção transversal visível para dificultar a sua detecção e obter uma vantagem tática significativa.

    Para conseguir o seu objetivo, estes veículos deveriam mascarar as suas qualidades-chave observáveis — calor e ruído — para oferecer uma radiação infravermelha inferior.

    A característica mais preocupante é a primeira, já que a maioria dos sistemas de pontaria usam sensores de calor. Neste sentido, uma investigação recente sobre folhas de grafenos encharcadas com íons oferece "uma possibilidade emocionante", indica o Defense One. Esse material fino e simples pode reduzir bruscamente a radiação infravermelha dos blindados e, inclusive, os igualar à temperatura ambiente se usados de uma maneira ativa.

    Quase todos os exércitos modernos empregam sensores infravermelhos e muitos mísseis antitanque, como o norte-americano FGM-148 Javelin, são guiados por essa tecnologia. Por este motivo, mascarar esta radiação dificultaria em grande medida a detecção de um tanque.

    Os avanços dos automóveis elétricos também teriam repercussão na visibilidade dos carros de combate. De fato, uma equipe de empresas contratistas de defesa que inclui as companhias SAIC e Lockheed Martin está desenvolvendo o primeiro protótipo de tanque elétrico dos EUA.

    Está previsto que dois veículos de demonstração sejam construídos até 2022. Assim, Washington expressou seu interesse por veículos militares que geram sua própria eletricidade.

    Hoje em dia, os veículos blindados mantêm o seu sigilo até que disparem o seu primeiro projétil e revelem a sua posição, mas também aqui há várias opções para preservar essa vantagem.

    A médio prazo, as redes e sensores avançados poderiam ser combinados com a nova robótica para que os "tanques sigilosos" não tenham que abrir fogo: os seus operadores dirigiriam plataformas autônomas para atacar o inimigo, como artilharia móvel.

    Claro que os condutores de tanques seriam ainda necessários para realizar estas manobras e evitar tanto a detecção, como o contra-ataque rival.

    Algumas limitações para implementar estes desenvolvimentos são a potência elétrica necessária, o peso e a eficiência das baterias. Em qualquer caso, é muito provável que a crescente adoção de veículos elétricos comerciais acelere estes avanços.

    Esta redução dos requisitos de combustível teria implicações importantes, estratégicas e operativas, enquanto a "convergência de avanços tecnológicos, interessantes por si só, embora não obviamente significativos, tem o potencial de revolucionar um dos aspetos mais críticos da guerra terrestre", conclui o artigo.

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    Tags:
    tecnologia furtiva, tanque, exército, tecnologia, defesa, armas, EUA
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