23:09 15 Dezembro 2018
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    Porta-aviões da Marinha da Grã-Bretanha HMS Queen Elizabeth

    Marinha do Reino Unido planeja aumentar presença no Atlântico Norte

    © REUTERS / Peter Nicholls
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    A Marinha Real Britânica está seguindo o exemplo de Washington, que reativou a Segunda Frota dois meses atrás em uma tentativa de combater o que considera ser o ressurgimento da Rússia.

    Uma nova Área Conjunta de Operações será implementada no Atlântico Norte, disse o almirante Philip Andrew Jones em uma entrevista à Sky News. Isso significa que a Marinha e a Força Aérea do Reino Unido serão mobilizadas para a área com muito mais regularidade.

    O almirante frisou que a escalada militar no Atlântico Norte foi motivada pelo que chamou de "ressurgimento intensificado de capacidade e escala que não víamos acontecer há 10 anos", referindo-se à Marinha da Rússia.

    "Tivemos que responder a isso – [a Marinha russa] também é muito moderna, é muito capaz", afirmou.

    Jones descreveu a mobilidade e a capacidade dos navios russos como "muito impressionantes". 

    "Eles estão claramente investindo em pesquisa e desenvolvimento para poder fazer isso", acrescentou.

    O chefe da Marinha Real citou preocupações sobre a capacidade da Rússia de "detectar e lidar" com cabos de fibra ótica submarinos, uma vasta rede de comunicações que sustenta a Internet e movimenta cerca de US $ 10 trilhões (R$ 38,6 trilhões) em transações financeiras diárias, segundo a Sky News.

    "Temos que acompanhar o que eles estão fazendo, temos que monitorar o que eles estão fazendo, na superfície e debaixo dela, e procuramos fazer isso", comentou o almirante Jones.

    A medida acontece nas vésperas da cúpula da OTAN em Bruxelas, nesta semana, quando a aliança enfrenta uma pressão crescente por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pede repetidamente aos aliados que aumentem seus gastos com a defesa.

    No início de maio, a Marinha dos EUA anunciou que reativaria a Segunda Frota para ficar de olho nos navios russos e chineses na costa leste dos EUA e no Atlântico Norte, citando "preocupações com o ambiente de segurança".

    O Atlântico Norte tem sido motivo de uma série de impasses entre o Reino Unido e a Rússia nos últimos anos. Em um episódio acontecido em janeiro, a fragata HMS Westminster foi encarregada de acompanhar quatro navios russos que navegavam através do canal da Mancha.

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    Tags:
    capacidade, forças navais, Segunda Frota, Marinha dos EUA, OTAN, Marinha da Rússia, Marinha Real, Donald Trump, Canal da Mancha, Atlântico Norte, Washington, Rússia, Reino Unido
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