17:49 22 Junho 2018
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    Dois aviões modernizados MiG-31K, equipados com novíssimo sistema de mísseis para aviação Kinzhal, estreiam na 73ª Parada da Vitória, na Praça Vermelha, em 9 de maio de 2018

    Pentágono se preocupa com avanço da Rússia e da China na criação de armas hipersônicas

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    A Rússia e a China ultrapassam os EUA no que se refere à criação de armas hipersônicas, enquanto o Pentágono, depois de ter empreendido várias tentativas de desenvolvê-las, quase parou o trabalho nesta direção após numerosas falhas.

    Agora, ao perceber que todas as potências deixaram os EUA para trás, os norte-americanos estão rapidamente tentando recuperar o atraso, escreveu a edição The Washington Post.

    De acordo com a edição, os mísseis hipersônicos são capazes de voar a altitudes relativamente baixas com uma velocidade de uma até cinco milhas por segundo (o que equivalente a 1,6 e 8 km, respetivamente). Levando em consideração a sua trajetória variável, diferente da dos mísseis balísticos, se torna quase impossível os países se protegerem de tal tipo de armas com os atuais meios de defesa antiaérea.

    Em abril deste ano, o Pentágono fechou com e empresa Lockheed Martin um contrato para a criação de um protótipo de míssil de cruzeiro hipersônico. O valor do contrato é de US$ 928 milhões (R$ 3,1 bilhões).

    Em 2010, a Boeing iniciou os testes do protótipo do míssil hipersônico Х-51 Waverider. Entretanto, depois de dois lançamentos fracassados, o programa foi suspenso.

    Enquanto isso, a Rússia desenvolveu o míssil hipersônico Kinzhal, que no momento está passando a fase de testes. O caça modificado MiG-31 serve como portador do míssil. Ao todo, já foram realizados 250 voos de teste. O míssil pode iludir todos os sistemas de defesa antimíssil e antiaérea existentes e em desenvolvimento, podendo transportar ogivas nucleares ou convencionais a distâncias de até 2.000 quilômetros.

    Segundo The Washington Post, o Pentágono tinha um interesse especial nas armas hipersônicas no período de "caça" a Osama bin Laden, após os ataques de 11 de setembro de 2001. Então, os norte-americanos resolveram que precisavam de uma arma capaz de efetuar um ataque rápido, ou caso surgissem informações de que algum país adversário dos EUA estaria preparando um ataque com mísseis contra os EUA. Em 2 maio de 2011 o terrorista foi eliminado no Paquistão. Pelo visto, o entusiasmo do Pentágono quanto à criação de armas hipersônicas diminuiu.

    De acordo com William LaPlante, o vice-presidente da empresa Miter, que anteriormente era responsável pelas compras para a Força Aérea dos EUA,  uma parte do problema é que os militares se relaxaram demais.

    "É fácil se tornar tecnologicamente arrogante e supor que somos os melhores […] Contudo, na Rússia e na China os engenheiros são muito bons", ressaltou. 

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    Tags:
    armas hipersônicas, EUA, China, Rússia
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