23:32 09 Dezembro 2019
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    Soldado com lança-granadas RPG-7 durante exercícios das tropas mecanizadas da Frota do Báltico na região de Kaliningrado

    Por que Ucrânia é vulnerável perante os tanques dos adversários?

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    Um dos representantes do grupo de jornalistas internacional Bellingcat publicou há pouco nas redes sociais uma referência às fotos dos soldados da unidade ultranacionalista Azov da Guarda Nacional ucraniana com lança-granadas norte-americanos PSRL-1.

    As fotos foram feitas ainda no verão de 2017, antes da aprovação dos fornecimentos de armas letais à Ucrânia. Depois, a postagem foi apagada do site.

    A Ucrânia espera muito receber dos EUA meios de luta conta os equipamentos militares mais avançados, em particular, lançadores de mísseis antitanque portáteis Javelin, pois não tem meios próprios de proteção.

    Armas soviéticas

    Em 2017, o regimento Azov recebeu no total 100 unidades de PSRL-1. Mas os lança-granadas não chegam para fazer frente aos carros blindados, para isso são indispensáveis os complexos de mísseis anti-tanque, área em que a Ucrânia tem grandes problemas.

    Na época do início das ações militares em Donbass, o arsenal ucraniano na sua maior parte consistia de complexos antitanque soviéticos, em particular Fagot e Metis. Mas o exército ucraniano, bem como as milícias, tinha problemas com estas armas, pois seu período de vida útil expirara há muito.

    O redator-chefe da revista Arsenal da Pátria, Viktor Murakhovsky, disse à Sputnik que o prazo de serviço das munições guiadas constitui dez anos, caso sejam guardadas em instalações fechadas.

    Mísseis anti-tanque feitos de forma artesanal

    A Ucrânia herdou da União Soviética não somente milhares de unidades de sistemas antitanque soviéticos, mas também a experiência de produção destes armamentos. No entanto, os especialistas têm dúvidas quanto à organização da sua produção em massa.

    Konstantin Makienko, vice-diretor do Centro da Análise de Estratégias e Tecnologias, opina que a Ucrânia pode "elaborar complexos ao nível da segunda geração, mas quanto à produção em série, há poucas hipóteses. Como mostrou a prática de restauração da produção dos sistemas nacionais Shturm e Ataka, tal não foi tarefa fácil, levando em conta que a Rússia possui muito mais recursos do que a Ucrânia. Talvez possam produzir pequenas quantidades feitas de forma artesanal".

    Em meio a isso, não é surpreendente que a Ucrânia deposite tantas esperanças nos sistemas norte-americanos antitanque. Em 9 de janeiro, a mídia ucraniana comunicou sobre os possíveis fornecimentos a Kiev de complexos mais modernos do que os Javelin, os TOW, o que foi negado por Washington.

    No âmbito da ajuda militar norte-americana se planeja fornecer à Ucrânia 210 mísseis antitanque e 35 lançadores Javelin, no valor de 47 milhões de dólares (150 milhões de reais). Mas, na opinião de vários especialistas, mesmo se o acordo for concluído, os complexos norte-americanos têm poucas chances de influenciar o equilíbrio de forças no Leste da Ucrânia.

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    Tags:
    sistema antitanque, munição, lança-granadas, fornecimento, armas letais, EUA, Ucrânia
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