14:59 15 Agosto 2020
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    Em conflitos armados de século XXI, o fator-chave de sucesso é ganhar supremacia no ar. Até mesmo o grupo de aviões de combate mais avançado do mundo pode enfrentar sistema de defesa antiaéreo eficaz.

    Voo de cobra

    Em comparação a sistemas de defesa antiaérea, a aviação fica em uma posição desvantajosa. Para atacar o complexo, o bombardeiro ou avião de assalto precisa detectá-lo nas depressões do terreno e se aproximar dele para lançar míssil.

    De acordo com o piloto militar da Rússia, general-major Vladimir Popov, não existe uma tática universal para romper a defesa de sistemas antiaéreos. 

    Por exemplo, a situação mais difícil é quando a região é protegida por um sistema de defesa antiaérea potente. Radares detectam no céu grandes objetos a grandes altitudes e distâncias, mas nem sempre enxergam rapidamente um avião que esteja voando baixo, beneficiando, assim, aviões de assalto.

    Popov esclarece: "No caso ideal, devem voar entre 50 e 300 metros de altitude. O relevo do terreno é nosso aliado. Depressões do solo, edifícios, bosques, montanhas e nuvens baixas dificultam o funcionamento dos radares. […] O grupo se move a mais de 1.000 km/h por uma trajetória imprecisa, realizando manobras de 15, 30 e 45 graus. De fato, voam como se fossem uma cobra. Quando o bombardeiro é detectado por uma estação de radares, ele 'salta' para a zona vizinha controlada por outro radar. E o processo começa de novo."

    B-2 Spirit norte-americano
    © Foto / US Air Force / Cherie A. Thurlby
    Ofuscar e destruir

    O avião é mais vulnerável antes do ataque. É difícil manobrar a curtas distâncias do alvo. Quando o grupo começa a ser detectado por um radar "súbito" desconhecido, os aviões já o detectaram graças aos sensores a bordo. Neste caso, o objetivo principal não será atacar, mas escapar dos mísseis.

    O objetivo principal do grupo de assalto são radares, pois sem eles todo o sistema de defesa antiaérea fica cego e indefeso. A destruição dos radares é realizada com mísseis guiados.

    Outro objetivo corresponde às plataformas de lançamento dos mísseis terra-ar. A tarefa consiste em neutralizar ou desorientar a defesa antiaérea no terreno a fim de criar uma brecha para entrada de outros aviões.

    Vladimir Popov detalha que quando o primeiro escalão mina os sistemas de defesa, depois seguem os aviões de assalto que destroem os restos da defesa neste trecho. Depois, no palco saem os aviões estratégicos para atacar as tropas e os outros equipamentos bélicos. Ao mesmo tempo, helicópteros podem bombardear a parte dianteira da defesa inimiga.

    Além disso, a neutralização do sistema de defesa antiaérea permite usar aviação militar de transporte para as tropas autotransportadas. Por isso, tal operação é muito difícil, consiste em várias etapas e não é nada fácil ser planejada. Contudo, opina Popov, "é impossível ganhar uma guerra contemporânea contra um forte inimigo sem estas artimanhas".

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    Tags:
    inimigo, ataque, helicóptero, tática de guerra, sistema antiaereo, bombardeiro estratégico, avião de combate
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