19:34 15 Novembro 2019
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    Nova corveta russa Uragan

    Por que novas corvetas russas são consideradas como assassinos de porta-aviões?

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    A Rússia acaba de lançar à água uma nova corveta de mísseis do projeto Karakurt (viúva-negra-mediterrânica). Quais são as vantagens dessas pequenas "aranhas" furtivas que, de acordo com a OTAN, representam uma ameaça real para os grandes navios ocidentais?

    As corvetas de mísseis furtivas do projeto 22800 Karakurt, uma das quais, com o nome de Taifun, foi lançada à água na sexta (24) em São-Petersburgo, possuem a velocidade de um destróier, o poder de fogo de um cruzador e a furtividade de um submarino, indica a mídia russa.

    Os novos navios incialmente surgiram para proteger as zonas costeiras, mas os seus predecessores do projeto 21631 Buyan-M (as corvetas Uglich, Grad Sviyazhsk e Veliky Ustyug) mostraram que o seu potencial é ainda maior. Eles destruíram posições do Daesh na Síria com mísseis de cruzeiro Kalibr-NK a uma distância de 2,5 mil km.

    O sucesso destes ataques forçou a OTAN a reconhecer que estas corvetas de mísseis são mesmo capazes de destruir navios de guerra grandes.

    ​No entanto, os engenheiros militares russos encontraram várias possibilidades para melhorar as capacidades destes navios. As corvetas polivalentes do projeto Karakurt possuem uma autonomia de 15 dias, o que é 50% mais do que a dos navios do projeto Buyan-M e permite realizar missões de longa duração.

    Além disso, os cascos do Taifun e Uragan, primeiro navio da classe Karakurt lançado à agua em julho de 2016, foram produzidos com o uso de tecnologias furtivas. Estas duas embarcações de 65 metros de comprimento e apenas 10 metros de boca são alvos difíceis de seguir mesmo para os melhores mísseis antinavio ocidentais.

    As duas corvetas novas possuem uma proteção melhor contra ataques aéreos. Elas são dotadas de canhões antiaéreos AK-630M. A corveta Shtorm e outros navios do projeto, que estão agora em construção, vão ser armados com uma versão naval do sistema antiaéreo Pantsir-M capaz de atacar quatro alvos em simultâneo. Os canhões duplos de seis tubos do Pantisr-M podem realizar mais de 10 mil disparos por minuto e seus mísseis 57E6E podem abater alvos aéreos e mísseis antinavio a uma distância de até 20 km.

    Mas os sistemas de lançamento de mísseis antinavio P-800 Onyx e de mísseis universais Kalibr-NK, destinados a destruir alvos terrestres, são as armas principais das novas corvetas do projeto Karakurt. Os navios Buyan-M são dotados só de mísseis Kalibr.

    Os Karakurt provam ser muito eficazes em formação naval. Três navios desta classe podem lançar 24 mísseis de precisão Kalibr, cada um com uma ogiva de 400 kg, enquanto um cruzador norte-americano da classe Ticonderoga lança 26 mísseis de cruzeiro Tomahawk com o mesmo alcance operacional. Além disso, um cruzador norte-americano desta classe custa um bilhão de dólares, um custo suficiente para construir 30 corvetas russas.

    Os lançamentos de mísseis permitem localizar os navios, mas as corvetas Karakurt podem rapidamente alterar a sua posição se movendo a uma velocidade de 30 nós, o que permite evitar um ataque do inimigo.

    O The National Interest já notava em 2015 que "o ataque de uma corveta com 8 mísseis Kalibr-NK é mais maciço do que o da fragata da Marinha norte-americana Oliver Hazard Perry e o navio russo possui uma capacidade de ataque maior do que qualquer navio costeiro norte-americano".

    ​Espera-se que as corvetas Taifun e Uragan sejam entregues à Marinha da Rússia em 2018. Os 6 outros navios de guerra desta classe estão agora em construção.

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    Tags:
    canhões, navio de guerra, capacidade militar, defesa, sistema antiaereo, desenvolvimento, corveta, mísseis, Karakurt, Kalibr-NK, Pantsir, EUA, Rússia
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