09:15 24 Setembro 2017
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    Lançamento de míssil na China (arquivo)

    Nova arma intercontinental chinesa pode ser um desafio para Washington

    © AP Photo/ Wu Dengfeng
    Defesa
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    Os especialistas da Marinha chinesa hoje em dia estão neste momento criando o inovador míssil balístico intercontinental Julang-3, informaram as mídias chinesas. O analista russo Vasily Kashin falou à Sputnik sobre a importância do aparecimento da nova arma chinesa para as forças estratégicas do gigante asiático.

    A informação sobre o desenvolvimento do novo míssil balístico JL-3 para submarinos tem circulado já há vários anos. O recente relatório do Departamento de Defesa dos EUA quanto ao potencial militar chinês confirmou que as obras de construção deste míssil estão realmente sendo levadas a cabo.

    Supõe-se que este míssil possa ser instalado nos submarinos nucleares de mísseis do projeto 096.

    No início de agosto, nas redes sociais chinesas apareceram fotos de um submarino chinês do projeto 032 que tinha sido modificado em um estaleiro no porto chinês de Dalian. De acordo com os relatos, teriam sido aumentados os tubos de lançamento para mísseis nucleares do navio, o que mudou o espeto visual do navio.

    Hoje em dia, a Marinha chinesa conta com um grupo composto por quatro submarinos do projeto 094/94G equipado com mísseis JL-2. Este é o primeiro componente das forças estratégicas nucleares na história chinesa, assinala Kashin à Sputnik China.

    Apesar de o JL-2 contar com um alcance considerável — até 8.000 km — sua capacidade de dissuadir o potencial atômico dos EUA é limitada.

    A área de patrulhamento dos submarinos de mísseis nucleares chineses está localizada no mar do Sul da China. Esta é a zona mais adequada para o patrulhamento nas águas próximas ao território chinês. A saída destes navios dos mares locais ao oceano Pacífico é problemática, já que teria que atravessar os estreitos pequenos, que provavelmente contam com a presença das marinhas estadunidense ou japonesa.

    Entretanto, uma vez lançados a partir do mar do Sul da China, os mísseis JL-2 não seriam capazes de alcançar a parte continental do território norte-americano. Estes poderiam ser usados para atacar os aliados dos EUA e suas bases na região, embora seu papel na dissuasão nuclear dos EUA seja insuficiente.

    Entretanto, a China necessita de um míssil nuclear mais potente para os seus submarinos que conte com um alcance de uns 11-13 mil quilômetros, acredita Kashin.

    Pode-se esperar que o desenvolvimento do programa JL-3 seja rápido, acrescenta. O JL-3 não vai diferir muito do JL-2, mas o objetivo é aumentar o alcance e ganhar experiência para seguir em frente, resume.

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    Tags:
    arma nuclear, mísseis balísticos intercontinentais, míssil, Mar do Sul da China, EUA, China
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