14:38 27 Maio 2018
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    Tripulação da fragata chinesa Yuncheng participa de cerimônia em Baltiysk, durante os exercícios conjuntos com a Marinha da Rússia, Cooperação Marítima 2017

    Moscou e Pequim se aproximam: como o Ocidente olha para a flotilha chinesa no Báltico?

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    A presença de navios chineses no Desfile da Marinha em São Petersburgo e nos exercícios conjuntos sino-russos no mar Báltico levou a mídia ocidental a falar sobre a crescente cooperação militar entre a Rússia e a China.

    Na cidade russa de Vladivostok também decorreu um desfile da Marinha, no qual participaram, como observadores, fuzileiros navais da China, que haviam chegado à cidade para tomar parte das competições militares internacionais que decorrem na região.

    Do desfile principal em São Petersburgo tomaram parte pela primeira vez navios de guerra chineses – o destróier Hefei, a fragata Yuncheng e o navio de abastecimento Lomahu. O jornal New York Times considera o evento como uma intenção "de sublinhar a parceria estratégica entre a China e a Rússia".

    As tripulações chinesas e russas realizaram recentemente os exercícios conjuntos Cooperação Marítima 2017 no Báltico.

    O alargamento da cooperação naval entre a China e a Rússia levou um observador do The National Interest a perguntar se é possível que os países assumam formalmente uma aliança. Mas os especialistas acham que tal é pouco provável.

    "Uma aliança completa prevê a obrigação escrita de ajuda mútua em caso de um conflito militar. No futuro próximo a assinatura de tal acordo é pouco provável, mas o nível real de cooperação militar entre dois países corresponde atualmente ao nível de cooperação entre aliados", explica o especialista da Escola Superior de Economia (Rússia), Vasily Kashin.

    O fato de a Rússia e a China não formarem um bloco militar foi ressaltado na quinta-feira (27) pelo líder russo, Vladimir Putin. Segundo o presidente, este é simplesmente um ótimo exemplo de cooperação em qualquer região para outros países do mundo.

    "A Rússia e a China se aproximam para contestar o domínio global de Washington", ressalta o autor de National Interest. Uma parte da responsabilidade por isso cabe à política externa que Washington tem realizado durante os últimos 25 anos.

    Também houve declarações sobre "a ameaça" que os exercícios representariam. Assim, o The Telegraph britânico considera os exercícios no Báltico como “uma advertência” para o Reino Unido e seus aliados na OTAN.

    A fase ativa das manobras russo-chinesas Cooperação Marítima 2017 decorreu no mar Báltico entre 24 e 27 de julho. Foi a primeira vez na história que a Marinha chinesa realizou exercícios no mar Báltico. Do grupo naval chinês faziam parte o destroier de mísseis Changsha, a fragata Yuncheng e o navio de abastecimento Lomahu.

    No total, das manobras militares participaram cerca de dez navios de classes diferentes, mais de dez aviões e helicópteros dos dois países.

    O objetivo principal dos treinamentos foi aumentar a eficiência da cooperação entre as Marinhas da Rússia e da China e treinar ações conjuntas contra ameaças à segurança dos dois países. De acordo com as partes, as manobras conjuntas não representaram ameaça a ninguém, demonstrando a alta potencialidade da cooperação entre os dois países na área de defesa.

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    Tags:
    manobras, exercício militar, Marinha da China, Marinha da Rússia, OTAN, Reino Unido, China, EUA, Rússia
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