18:05 22 Setembro 2019
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    Corveta Stoiky durante o  Salão Naval Internacional de São Petersburgo 2017

    Saiba como a Rússia mostra seu poderio naval a empresas de todo o mundo

    © Sputnik / Alexei Danichev
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    O Salão Naval Internacional de São Petersburgo 2017, que decorre na Rússia entre 28 de junho e 2 de julho, reuniu mais de 400 empresas participantes, inclusive 49 estrangeiras. O colunista da Sputnik, Aleksandr Khrolenko, explica o que a Rússia está apresentando ao mundo durante este evento marcante.

    Tradicionalmente, a exposição provoca o interesse por parte de dezenas de milhares de construtores navais e marinheiros estrangeiros. Por exemplo, se no ano de 2003 o evento contou com a participação de 22 países, este ano, que marca o oitavo aniversário do projeto, São Petersburgo recebeu 52 delegações.

    Nos cais da Gare Marítima e nas águas adjacentes estão expostos 50 navios modernos da Marinha russa, inclusive o navio de patrulha Yaroslav Mudry, a corveta Stoiky, o caça-minas Aleksandr Obukhov, a recém-construída fragata Admiral Makarov e muitos outros. Isto, acredita Khrolenko, é uma demonstração de força pacífica, porém convincente.

    Tecnologia de ponta em foco

    Hoje em dia, a Rússia se coloca o objetivo de formar uma base cientifica e técnica focada na tecnologia de ponta no âmbito da indústria militar do país, aproveitando todo o potencial da comunidade científica russa.

    "Em São Petersburgo, há uma oportunidade de ver que esta tarefa está sendo realizada de forma eficiente", assegura Khrolenko.

    O evento conta com a representação de todos os principais "gigantes" militares russos — a Corporação Unida de Construção Naval, a Takticheskoe Raketnoe Vooruzhenie (Corporação de Mísseis Táticos), a Almaz-Antey e a empresa conjunta russo-indiana BrahMos Aerospace, outras empresas ocidentais eminentes — a NSI Bvba (Bélgica), a ODU GmbH & Co. KG, a Penatair Technical Solutions GMBH, (Alemanha), a Eliche Radice S.P.A., a Explorer Cases by GT Line srl, a SORMEC s.r.l. (Itália), a China Shipbuilding Trading Co.,Ltd. e a Hudong Heavy Machinery Co., Ltd. (China).

    Porta-aviões Admiral Kuznetsov no Atlântico
    © Sputnik / Serviço de Imprensa da Frota do Norte/Andrey Luzik/USO EDITORIAL
    Desde o primeiro dia da exposição que se iniciaram as negociações, conferências e mesas redondas, sendo que 30 eventos de negócios foram planejados de antemão, especifica o colunista.

    Entre os países mais interessados na produção militar russa para uso nas marinhas nacionais figuram o Vietnã, a Índia, a China, a Indonésia, a Tailândia, o Sri Lanka e as Filipinas. Além disso, decorrem conversações com o Uruguai, o Peru e o Brasil.

    "A delegação militar dos Emirados Árabes Unidos se demorou examinando a maquete do navio de patrulha do projeto 22160, que pode ser chamado de corveta com capacidades de destróier. Entretanto, os oficiais superiores da Marinha paquistanesa ficaram impressionados com os submarinos", revela Khrolenko.

    O jornalista destaca que o mostruário do Centro Científico Estatal Krylov se destaca sempre pela multidão reunida em frente aos objetos expostos, sendo que a entidade elabora projetos inovadores de navios de superfície, aumenta a capacidade furtiva de embarcações e se ocupa de tecnologias de propulsores elétricos.

    Em um comentário à Sputnik, o assessor do diretor-geral do centro, Valery Polovinkin, frisou que entre os objetos que provocaram a maior atenção dos visitantes estão o revestimento hidroacústico para cascos de submarinos Groza-1 e o revestimento de coberta absorvente de vibração, que ultrapassam seus análogos por uma série de características.

    Rumo estratégico

    A construção de navios de vanguarda no século XXI exige que os cientistas, engenheiros e construtores encontrem soluções invulgares. O jornalista frisa que o formato do Salão Naval Internacional de São Petersburgo permite aos especialistas da área gerarem os algoritmos necessários para o reforço das capacidades de combate da Marinha russa.

    "Para um país que optou pela via do desenvolvimento acelerado, as inovações são indispensáveis. A estratégia da economia russa que abrange o período até 2020 exige um aumento em cinco vezes da atividade inovadora e o aumento em 10 vezes do potencial de exportação no prazo de 10 anos. E o ‘foco' naval dessa estratégia não surge por acaso", ressalta Khrolenko.

    A Rússia possui 45 mil km de fronteiras marítimas e mais de 100 mil km de vias fluviais internas. Além disso, na plataforma continental russa existem cerca de 25% das reservas mundiais de hidrocarbonetos.

    Evidentemente, para garantir sua própria segurança econômica e a estabilidade internacional no oceano global, a Rússia precisa de uma Marinha poderosa.

    "As empresas técnico-militares russas estarão extremamente ocupadas com as encomendas da Marinha russa até meados deste século", resume o jornalista.

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    Tags:
    fragata, navio, corveta, Yaroslav Mudry, Ministério da Defesa (Rússia), Almaz-Antey, Marinha da Rússia, Rússia
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