02:26 26 Junho 2017
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    Homem vê a notícia mostrando imagens de arquivo do lançamento de mísseis da Coreia do Norte em uma estação ferroviária em Seul, em 12 de fevereiro de 2017. Nesse dia, a Coreia do Norte disparou um míssil balístico, em aparente provocação para testar a resposta do novo presidente Donald Trump, disse o Ministério da Defesa sul-coreano

    Pentágono acelera elaboração de novas tecnologias para enfrentar os mísseis de Pyongyang

    © AFP 2017/ JUNG Yeon-Je
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    Enquanto a Coreia do Norte continua sua missão incessante de desenvolvimento de míssil balístico intercontinental (ICBM, sigla em inglês), cujo alcance poderia possibilitar um ataque nuclear ao território dos EUA, os norte-americanos se debruçam sobre o desenvolvimento de uma nova ferramenta que seja capaz de derrubá-los.

    No início de junho, a Agência de Defesa de Mísseis (MDA, sigla em inglês) do Departamento de Defesa dos EUA publicou uma solicitação de informação (RFI, sigla em inglês) de propostas para a fabricação de um drone de grande altitude e grande autonomia (HALE, sigla em inglês), que contasse com um lazer capaz de destruir mísseis balísticos durante sua fase de impulso.

    Entre outras coisas, a MDA busca um dispositivo capaz de voar a altitudes superiores a 63 mil pés, ou seja, uns 19 quilômetros, e com uma autonomia de pelo menos 36 horas (sem considerar o voo de 3 mil km de volta à sua estação). Além disso, o drone necessita ter uma capacidade de carga entre 5 mil e 12,5 mil libras, ou seja, entre uns 2.270 e 5.670 quilogramas.

    A proposta não deixa dúvidas de que os drones vão ser utilizados para ir de frente às ameaças na região Ásia-Pacífico. De acordo com a RFI, "os aviões propostos devem ser capazes de manter controle de terra contínuo e é esperado que operem desde o centro de Mísseis do Pacífico no Havaí e desde a Base da Força Aérea Edwards na Califórnia".

    A MDA planeja implementar a ferramenta solicitada antes de 2023.

    De acordo com a edição National Interest, durante muito tempo o Pentágono tem mostrado interesse no uso de armas de energia dirigida, isto é, armas lazer, para melhorar os sistemas defensivos dos EUA. O desafio principal é criar um lazer que seja suficientemente potente tanto para destruir um míssil balístico como suficientemente pequeno para caber em um avião não tripulado, sublinhou o colunista Zachary Keck.

    "Se os militares conseguirem desenvolver a tecnologia adequada, a energia dirigida poderia ser uma benção para as capacidades da defesa antimíssil dos EUA", destacou Keck.

    O jornalista recordou que um dos maiores problemas dos sistemas de defesa antimíssil modernos é que os interceptores utilizados para destruir os mísseis balísticos custam muito mais do que os próprios mísseis. As armas lazer poderiam ajudar a diminuir os custos desses sistemas.

    Outra vantagem do drone HALE, equipado com lazer, é que seria capaz de interceptar os mísseis inimigos durante a fase de impulso, ou seja, nos primeiros cinco minutos do seu lançamento. Atualmente, os dispositivos utilizados pelos EUA podem derrubar os mísseis inimigos somente durante as fases intermediárias e finais.

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    mísseis intercontinentais, sistema de defesa antiaérea, Pentágono, Agência de Defesa de Mísseis dos EUA, EUA, Coreia do Norte
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