16:59 13 Dezembro 2017
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    O quebra-gelo nuclear Yamal durante as pesquisas no Mar de Kara, que fizeram parte da maior expedição mundial ao Ártico, em 2015

    Conheça as armas que podem garantir a vitória da Rússia em uma guerra no Ártico

    © Sputnik/ Valeriy Melnikov
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    A Rússia preparou o seu exército para realizar operações no Ártico melhor que qualquer outro país, escreveu a revista norte-americana especializada em defesa The National Interest (NI).

    A publicação apresentou uma lista de armamentos e de recursos, com ajuda dos quais Moscou poderá defender os seus interesses no Oceano Ártico no caso de uma guerra.

    Quebra-gelos

    Os quebra-gelos permanecem sendo o meio de transporte mais importante de acesso ao Ártico. A Rússia possui a maior frota de navios do tipo no mundo, avisa NI. Mesmo com o aquecimento global essas embarcações não perderão sua importância, pois o gelo não vai sumir. Vai quebrar e se tornar mais imprevisível.

    "O movimento do gelo…tornará os quebra-gelos mais necessários do que nunca. Navios civis e militares não terão condições de realizar suas tarefas sem os quebra-gelos. A Rússia está muito bem preparada para garantir o acesso global ao Ártico", explica a matéria da revista. 

    A publicação destaca que a frota russa de quebra-gelos possui tanto embarcações nucleares, quanto movidos a diesel.

    Submarinos do projeto Akula

    Os submarinos Akula podem ser equipados com um arsenal muito amplo de armamentos, explica a revista. Pode combater com sucesso tanto os submarinos inimigos, quanto navios de guerra. 

    Akula perde para submarinos ocidentais no quesito "silêncio", mas compensa o fato com folga graças ao seu tamanho e ao seu potencial bélico.

    MiG-31

    As condições no Ártico não são adequadas para realizar operações com uso de porta-aviões, o que aumenta a importância de aeronaves baseadas em solo, tais como o Mig-31. Esse caça de longo alcance funciona bem em mais diversas condições climáticas e foi desenvolvido pelos engenheiros soviéticos especialmente para localizar e destruir bombardeiros norte-americanos. Esse avião é excelente para realização de manobras e possui radares modernizados.

    Em um combate com aeronaves norte-americanas avançadas de quinta geração esse caça russo, é claro, teria problemas. No entanto, os caças americanos simplesmente não poderão chegar ao local de combate, sem uma base aérea nas redondezas. O raio de ação do Mig-31 é de cerca de 1450 quilômetros e o caça pode alcançar velocidades de 3 mil quilômetros por hora. 

    Tu-95 e Тu-142

    As aeronaves Tu-95 e Ту-142 se sentem em casa nos sombrios céus do Ártico, onde são escassas as bases aéreas em terra, e nos quais não circulam os porta-aviões, revela a revista. Graças ao seu raio de ação militar, superior aos 4,8 mil quilômetros, esses dois bombardeiros podem atual em operações além do alcance dos caças.

    O modelo clássico Tu-95 pode transportar navios de cruzeiro anti-navios. O Tu-142, por outro lado, pode realizar operações de combate aos submarinos.

    Forças de operações especiais

    Durante os últimos anos, a Rússia intensificou o treinamento das forças de operações especiais nas condições climáticas do Ártico, onde o uso de tanques e blindados ou de infantaria é extremamente limitado, escreve NI.

    Submarinos, aeronaves ou navios de transporte podem deslocar para o Ártico grupos de operações especiais, capazes de assumir controle e de defender regiões de difícil acesso, bem como realizar reconhecimento e sabotar as linhas de comunicação do inimigo.

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    Tags:
    quebra-gelo, recursos, armamentos, defesa, Tu-142, Tu-95, Akula, MiG-31, The National Interest, Ártico, Oceano Glacial Ártico, Rússia
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