05:49 24 Agosto 2017
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    o porta-aviões USS Nimitz Harry S. Truman

    Rússia tem antídoto para o porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln

    © AP Photo/ Fabrizio Bensch/Pool
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    O porta-aviões USS Abraham Lincoln da Marinha dos EUA, após uma grande modernização, começou seus testes de mar. O analista militar Dmitry Litovkin destacou, no ar do serviço russo da Rádio Sputnik, que o porta-aviões modernizado está destinado a se tornar em uma campanha publicitária para os parceiros na OTAN.

    O porta-aviões nuclear da Marinha dos EUA Abraham Lincoln começou na terça-feira (9) os testes de mar após uma reparação demorada, informa a assessoria de imprensa da Marinha dos EUA.

    O comunicado diz que o navio permanecerá no mar durante alguns dias para realizar testes, voltando depois a fazer parte da frota.

    Em resultado da modernização, que decorreu desde 2013 e custou ao governo norte-americano 2,6 bilhões de dólares (R$ 8,2 bilhões), o porta-aviões foi reequipado para poder transportar caças-bombardeiros de quinta geração F-35C, projetados com uso das tecnologias furtivas e capazes de levar ogivas nucleares.

    O porta-aviões Abraham Lincoln é o quinto navio da classe Nimitz, que sofreu uma significativa modernização e a recarga de seus reatores. Supõe-se que durante os próximos 25 anos o porta-aviões não precisará nem de conserto sério, nem de recarga dos reatores com combustível novo.

    Segundo pensa o especialista, capitão-de-corveta Dmitry Litovkin, a modernização do porta-aviões não só significa o aumento de capacidades da Marinha norte-americana, mas é também uma campanha de publicidade perante os parceiros da OTAN.

    "Este será o primeiro navio norte-americanos que poderá usar aviões de quinta geração. Os EUA têm muitas esperanças quanto a estes aviões: o F-35 será o principal meio de ataque a curto prazo, sendo adquirido por muitos aliados da OTAN, e a demonstração da capacidade deste avião é mais um estimulo para os aliados comprarem este equipamento caro. Por isso, a modernização do porta-aviões não é apenas o aumento das potencialidades militares da Marinha norte-americana, mas, ao mesmo tempo, uma boa publicidade para os parceiros da OTAN que, ora querem, ora hesitam em comprar os F-35, porque o último é muito caro, e seu lugar no sistema da OTAN e dos outros países não é muito claro", disse Dmitry Litovkin em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

    De acordo com o analista militar, a Rússia tem um meio de resposta assimétrica.

    "Temos um único cruzador porta-aviões Admiral Kuznetsov, sendo seu grupo aéreo muito mais pequeno do que o de qualquer porta-aviões norte-americano. Em compensação, temos um meio de resposta assimétrica, que tem sido desenvolvido desde a época da União Soviética. São os submarinos nucleares com mísseis de cruzeiro, ou seja, o projeto 949 Granit. Agora estão sendo modernizados radicalmente e, como resultado desta modernização, o número de mísseis transportados aumentará de 24 para quase três vezes mais. Isto é, em cada silo do Granit serão instalados três mísseis tipo Oniks (Yakhont), que são os nossos mísseis antinavio mais modernos", frisou Dmitry Litovkin.

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    mísseis de cruzeiro, porta-aviões, F-35, Granit, USS Nimitz, Marinha dos EUA, Rússia, EUA
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