09:12 23 Agosto 2017
Ouvir Rádio
    O sistema estadunidense da defesa antimíssil THAAD

    Instalação do THAAD: que esperar do novo presidente sul-coreano?

    © flickr.com/ Mark Holloway
    Defesa
    URL curta
    8131460

    O novo presidente da Coreia do Sul pode atrasar a instalação do sistema de defesa THAAD na região, mas ele não irá desmontar os sistemas já instalados, disse o comentarista político Konstantin Asmolov à Sputnik.

    Moon Jae-in, do Partido Democrático sul-coreano, foi eleito novo presidente da Coreia do Sul após ter ganho 41,1 por cento dos votos. As eleições tiveram lugar no meio de tensões em torno da península coreana, incluindo novos testes nucleares e de mísseis norte-coreanos e protestos contra o sistema de mísseis antibalísticos THAAD instalado pelos EUA na Coreia do Sul.

    Entre outros compromissos seus, o novo presidente sul-coreano mencionou que ele iria resolver o assunto do THAAD através de diálogos com ambos, Washington e Pequim. A China afirmou recentemente estar contra a instalação e apelou aos EUA e à Coreia do Sul para a suspenderem.

    Konstantin Asmolov, especialista do Instituto para Estudos do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, opinou que Moon poderia abrandar a instalação do sistema antimísseis THAAD.

    "Ele nunca disse que o THAAD deveria ser desmantelado. É provável que o novo presidente desacelere a futura instalação, mas os sistemas já instalados não serão desmontados", disse Asmolov à Sputnik.

    De acordo com o analista, os EUA têm influência sobre a Coreia do Sul, "podendo a pressão de Washington ser tão dolorosa como a de Pequim".

    Asmolov frisou que o sistema antimísseis dos EUA na Coreia do Sul é destinado não contra a Coreia do Norte, mas contra a Rússia e a China.

    "Há uma coisa importante. O THAAD tem um radar que pode detectar lançamentos de mísseis chineses. Este radar está equipado com vários modos de operação, assim, ele pode ser apontado conta a Coreia do Norte ou contra a China", explicou o especialista.

    Segundo Asmolov, o problema é que o radar é controlado pelos americanos, enquanto Seul não sabe contra que país está apontado o radar no momento.

    "Atualmente, o THAAD cobre apenas as instalações militares dos EUA na Coreia do Sul. Na verdade, se espera que sejam instaladas várias baterias antimísseis. Uma delas vai proteger Seul, mas a prioridade de Washington é proteger suas próprias instalações.

    O acordo para instalação do THAAD foi concluído entre os EUA e a Coreia do Sul em julho de 2016, começando os primeiros componentes do sistema a chegar ao país no início de março.

    Recentemente, o coronel Rob Manning, das Forças dos EUA na Coreia, disse que o THAAD na Coreia do Sul está ativo e pronto para defender Seul se Pyongyang lançar um ataque.

    De acordo com a mídia, a bateria do THAAD incluirá um radar TPY-2 TM e de quatro a nove lançadores móveis de lagartas, cada um contendo oito mísseis de interceptação com um alcance operacional de até 200 quilômetros.

     

    Facebook

    Procure a página Sputnik Brasil no Facebook e descubra as notícias mais importantes. Curta e compartilhe com seus amigos. Ajude-nos a contar sobre o que os outros se calam!

    Mais:

    Novo presidente sul-coreano está pronto para visitar Pyongyang
    Novo presidente sul-coreano pede que exército mantenha alta prontidão de combate
    Tags:
    defesa aérea, THAAD, Moon Jae-in, Coreia do Sul, China, EUA, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik