12:37 25 Junho 2019
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    Uma jovem passa ao lado do sistema de defesa antiaérea S-400

    Beleza das armas russas salvará o mundo (FOTOS)

    © AFP 2019 / KIRILL KUDRYAVTSEV
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    O exército russo ocupa a segunda posição no ranking das capacidades militares, cedendo apenas para os EUA.

    O Ocidente reconhece: "O exército russo pode fazer a guerra sozinho… Será difícil para Rússia ocupar países, mas ela pode eliminar suas forças armadas… A administração russa está olhando para o futuro… O tempo em que a Rússia podia ser ignorada ou considerada pouco importante já passou".

    O exército e a marinha foram a base do país durante séculos. Mas a história das reformas do final do século XX lembra uma verdadeira batalha pela existência do exército russo.

    Conseguir a qualquer preço

    O último líder da União Soviética Mikhail Gorbachev iniciou nos meados dos anos oitenta a redução das forças armadas. Após a desintegração da União Soviética, mais de 500 mil militares e 12 mil tanques regressaram só da Alemanha. Havia falta da habitação e assim se iniciaram os problemas do exército e do país.

    No âmbito da Comunidade dos Estados Independentes (antigos Estados soviéticos) estava planejado manter um exército único, mas no final ele foi dividido. A Rússia herdou um exército com mais de 2,8 milhões de efetivos.

    Nos anos noventa, o país viveu uma febre econômica e financeira. O salário de um oficial superior era de 5 dólares dos EUA e era pago com um atraso de 5 ou 6 meses. Havia falta de recursos materiais e de combustível. Milhares de tanques modernos foram abatidos, os porta-aviões Minsk e Novorossiysk foram vendidos a preço de sucata.

    É possível que naquela altura ninguém percebesse de que exército necessita a Rússia. A quantidade de tropas se reduzia para economizar.

    Milhares de oficiais se despediram numa situação de indefinição. Paralelamente surgiam ações militares no Cáucaso, a OTAN se expandia para oriente.

    Nos meados dos anos noventa, restaram só as pessoas que eram na verdade fieis ao seu trabalho. Estas pessoas constituíram a base, depois o país recuperou e foi iniciado o restabelecimento da capacidade de combate.

    A base legal das Forças Armadas foi criada só em 2000, quando foi aprovada a Concepção da Segurança Nacional e a Doutrina Militar da Rússia.

    Ultimato do tempo

    "Após a desintegração da União Soviética, o mundo podia ter entrado em uma época de paz e cooperação, mas houve um país que considerou ser o único dono da vitória e não tinha mais que ter em consideração os outros países", acrescentou a Agora Vox.

    As operações do Pentágono no Oriente Médio, a desagregação da Iugoslávia, a expansão da OTAN e a ofensiva do terrorismo internacional dissiparam todas as ilusões sobre um "mundo sem guerra".

    Apesar da instabilidade econômica, estando sob pressão a Rússia teve que recuperar gradualmente as suas capacidades defensivas. Nos anos noventa, foi iniciada a modernização do exército, mas os êxitos foram alcançados só em 2008, após a Rússia ter enfrentado o equipamento da OTAN na Geórgia.

    Em 2010, o governo concedeu 20 trilhões de rublos para a modernização do exército.

    "Graças às reformas iniciados em outubro de 2008 e ao programa de modernização estimado em 670 milhões de dólares, as forças armadas se tornaram uma das ferramentas mais confiáveis da Rússia", comunica o The National Interest.

    Só em 2016, o exército russo obteve mais de 5,5 mil armas e peças de equipamento militar, incluindo mais de 60 sistemas de mísseis antiaéreos, 310 tanques novos e modernizados e 60 aviões, bem como 23 sistemas Yars com mísseis balísticos intercontinentais.

    A Força Aeroespacial recebeu cinco conjuntos de sistemas S-400 Triumf, novos caças Su-35S da geração 4++, bombardeiros modernizados Tu-160 e Tu-95, helicópteros Mi-28N, Ka-52 e Mi-35M.

    Sistemas de mísseis S-400 Triumph do regimento de defesa antiaérea na cidade russa de Teodósia, na Crimeia
    © Sputnik / Sergei Malgavko
    Sistemas de mísseis S-400 Triumph do regimento de defesa antiaérea na cidade russa de Teodósia, na Crimeia

    A Marinha também foi muito reforçada. Só a Frota do Norte recebeu em 2014 vários navios e submarinos a diesel Varshavyanka com mísseis de cruzeiro Kalibr.

    Está sendo desenvolvida a infraestrutura militar no Ártico e no Extremo Oriente. Os S-400 e os sistemas Bal e Bastion entraram em funcionamento nas Ilhas Curilas e na península de Kamchatka.

    Sistema de mísseis Bastion
    © Sputnik / Vitaly Ankov
    Sistema de mísseis Bastion

    A Rússia planeja criar porta-aviões nucleares de nova geração e está testando seu míssil hipersônico Tsirkon.

    "A Rússia realizou o programa de modernização completa do exército até 2020 já em 47% […] Moscou ultrapassa seus prazos em 1,5 vezes", comunica o The Washington Times.

    Segundo a SIPRI (Universidade de Estocolmo), a Rússia entrou em 2016 no grupo dos três líderes mundiais em gastos militares com 69,2 bilhões de dólares.

    A Rússia não ameaça ninguém, mas as capacidades das forças armadas e do domínio da produção militar permitiram reforçar a influência militar e obter 27% do mercado de armas.

    Eficiência de combate

    As tropas russas estão operando na Síria e têm intenções de permanecer aí para reforçar a estabilidade regional.

    A Marinha russa regressou ao Oceano Mundial. Os navios russos preocupam regularmente os EUA e seus aliados em várias partes do planeta, os aviões dos grupos navais realizam missões da patrulha.

    A experiência militar permite modernizar eficientemente a estrutura das tropas, as armas e a tática de sua utilização. Muitos conhecem hoje os sistemas de mísseis russos Kalibr-NK, Bal, Bastion e Iskander, bem como os caças da Sukhoi.

    Sistema de mísseis balísticos táticos Iskander-M durante o desfile de equipamento militar no polígono de Alabino no fórum internacional militar Exército 2016
    © Sputnik / Grigory Sysoev
    Sistema de mísseis balísticos táticos Iskander-M durante o desfile de equipamento militar no polígono de Alabino no fórum internacional militar Exército 2016

    Os sistemas russos de guerra eletrônica são conhecidos como os melhores do mundo. O tanque T-14 Armata, que não tem análogos no mundo, está sendo produzido em série.

    Armata T-14 tanks on Red Square, Moscow during the final practice of the military parade marking the 71st anniversary of the victory in the Great Patriotic War, May 2016.
    © Sputnik / Grigoriy Sisoev
    Armata T-14 tanks on Red Square, Moscow during the final practice of the military parade marking the 71st anniversary of the victory in the Great Patriotic War, May 2016.

    A doutrina militar e naval russa e a capacidade de defesa crescente forçam o Pentágono a mudar sua estratégia.

    Passados 25 anos após a desintegração da União Soviética, o nosso país se tornou mais forte do que qualquer agressor potencial.

    Aleksandr Khrolenko para a Sputnik

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    Tags:
    doutrina militar, defesa, exército, tanque, desenvolvimento, modernização, submarino, armas, navio, helicóptero, história, forças armadas, caça, Su-35, Tu-95, Tu-160, S-400, Iskander, Comunidade de Estados Independentes, Marinha, OTAN, Rússia
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