10:08 22 Agosto 2017
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    O porta-aviões da Marinha dos EUA Ronald Reagan da Classe Nimitz

    Rússia constrói porta-aviões Shtorm, mas não para competir com EUA

    © REUTERS/ Yuya Shino
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    O novo porta-aviões russo Shtorm (Tempestade) vai ser o maior porta-aviões no mundo inteiro, informa a mídia. O especialista militar Oleg Ponomarenko referiu, no ar do serviço russo da Rádio Sputnik, que a utilização deste navio ampliará consideravelmente as capacidades do exército e da marinha da Rússia.

    O porta-aviões Shtorm será construído aproximadamente em 2025, opina Valery Polovinkin, conselheiro do diretor-geral do centro cientifico estatal Krylov.

    "Sou um otimista e penso que podemos ver alguma coisa perto de 2025. O navio tem um período muito longo de elaboração, desde o momento de surgimento da ideia até ao momento de sua realização passam no mínimo 7-10 anos, e os modelos de armamento, especialmente os novos, muito mais – até 15 anos", disse Valery Polovinkin aos jornalistas.

    Ele lembrou que o centro cientifico estatal Krylov elaborou o projeto preliminar do porta-aviões Shtorm.

    "Foram usadas as ideias mais modernas em hidrodinâmica, energética, etc.  Por exemplo, foi elaborado um casco que permite diminuir a resistência ao movimento até 20%. Foi definida a quantidade de aeronaves, etc. Maquetes deste porta-aviões foram exibidas repetidamente em exposições", destacou o especialista.

    Anteriormente, o jornal The Independent informou que Moscou pretende construir "o maior porta-aviões do mundo" para concorrer com os navios americanos deste tipo.

    Segundo notou o jornal, as características técnicas do navio russo são parecidas com as características dos porta-aviões americanos da classe Nimitz.

    De acordo com o projeto, o convés novo do porta-aviões vai ter as dimensões de três campos de futebol, o número de tripulantes vai atingir os 4 mil efetivos. The Independent informa que o navio será tão grande que vai ter seu próprio código postal. O porta-aviões vai ser capaz de transportar 90 caças e vai custar até 17,5 bilhões de dólares, adicionou o jornal britânico.

    O especialista do Centro de Conjuntura Estratégica Oleg Ponomarenko sublinhou no ar do serviço russo da Rádio Sputnik que considera como incorreta a possível concorrência do porta-aviões russo com seus análogos americanos.

    "Não é correto dizer que nós vamos ‘competir’ com os americanos. Se tivermos necessidade deste navio em um ou dois exemplares – temos que os construir independentemente daquilo que quisermos contrapor aos americanos. Falando sobre a semelhança com o Nimitz, posso dizer que o Shtorm é um aeródromo flutuante com determinadas dimensões e determinada quantidade de aviões. É realmente parecido com a concepção americana. Mas se ela racional, isso não seria estranho", apontou o especialista.

    Ele contou em que casos a Rússia poderia utilizar o porta-aviões.

    "Olhemos alguns exemplos de utilização de porta-aviões pelos americanos. Iraque, ano de 2003. Os americanos tinham problemas de acessibilidade a partir das bases aéreas, e cinco porta-aviões foram utilizados na fase inicial da operação. Em 2014, combatendo contra o Daesh (o grupo terrorista proibido na Rússia e nos outros países), os americanos transferiram em um dia o porta-aviões George Bush, e durante 50 dias atacaram apenas a partir de bordo deste navio. Podemos usar o porta-aviões se, por exemplo, a base aérea em Hmeymim estiver inacessível. Neste caso, um porta-aviões grande seria indispensável. Ele poderia substituir o grupo de aviões que se baseia em Hmeymim", concluiu Oleg Ponomarenko.

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    Tags:
    inovação, porta-aviões, EUA, Síria, Rússia
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