01:48 30 Março 2017
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    USS Vicksburg escoltando o porta-aviões USS Theodore Roosevelt enquanto passam pela Pedra de Gibraltar no Mar Mediterrâneo

    Que arma russa representa maior perigo para os porta-aviões americanos?

    © REUTERS/ U.S. Navy
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    A utilização de porta-aviões em caso de um potencial conflito no mar pode resultar em grandes perdas para a Marinha dos EUA.

    A Rússia e a China já têm há muito armas capazes de superar os navios inimigos, informa a revista The National Interest.

    De acordo com a publicação, a Rússia e a China podem usar torpedos clássicos destinados a destruir alvos na superfície do mar. "Ninguém sabe a quantos choques poderá resistir um porta-aviões moderno antes de se afundar, mas há que admitir que um único torpedo pode dificultar de modo significativo a realização de missões de combate", diz o artigo.

    O maior perigo para os porta-aviões americanos são os mísseis de cruzeiro de alta precisão, que tanto a China, quanto a Rússia possuem. O autor sublinha que este tipo de arma priva o porta-aviões da possibilidade de manobra de desvio. E o impacto direto do míssil no casco de navio levará à perda total da capacidade de combate, escreve o autor do artigo.

    A verdade é que os modernos mísseis balísticos antinavio podem danificar seriamente os navios americanos, pois o seu sistema de defesa aérea não tem potencial suficiente para destruir alvos com trajetória de voo balística, afirma Robert Farley no seu artigo para The National Interest.

    Além disso, Farley presta atenção aos altos custos dos porta-aviões americanos e ao receio de perdê-los, diretamente ligado ao seu preço exorbitante.

    "A Rússia e a China não precisam de destruir os porta-aviões americanos para levar este tipo de navios à extinção. Basta desenvolver armas que façam qualquer uso de destes navios ultra pesados 'arriscado' e 'infundado'", concluiu analista militar.

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    Tags:
    porta-aviões, mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos, Marinha, China, Rússia, EUA
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      Vilhena
      É evidente e óbvio que a arma mais perigosas para um porta aviões são mísseis anti-navios com ogiva nuclear. O problema é que não apenas não é simples fazer o disparo quanto não faz sentido atacar um porta aviões americano sem ter o entendimento de que isto significaria guerra nuclear. Pelo menos se o atacante for a Rússia ou a China e o não um beduíno em uma lancha cheia de explosivos.

      Apertar o gatilho por si só já seria uma decisão difícil, mas mesmo se apertado não há garantias de que dará certo, mesmo com o uso de ogivas nucleares múltiplas. Muito embora seja certamente este o pior cenário a ser enfrentado por um grupo porta aviões.

      O fato é que não faria o menor sentido um submarino russo disparar torpedos ou misseis convencionais contra um grupo porta aviões, até porque a resposta americana provavelmente seria o uso de uma ou varias cargas de profundidade nuclear lançada na área de onde saíram os mísseis tácticos.

      Em resumo, um atacante que de fato tenha capacidade de destruir um porta aviões americanos tem que ter a noção de que muito provavelmente será morto no processo, há até mais possibilidade de morrer do que obter sucesso.

      E se ele está de fato com ordens para fazer isto, então é porque o jogo já entrou em uma outra fase e armas nucleares estão autorizadas.
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