07:44 18 Novembro 2019
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    Porta-aviões Admiral Kuznetsov no Atlântico

    Por que OTAN 'gastou à vontade' para escoltar Admiral Kuznetsov?

    © Sputnik / Serviço de Imprensa da Frota do Norte/Andrey Luzik/USO EDITORIAL
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    Ao comentar a recente declaração do comandante do porta-aviões Admiral Kuznetsov, Sergei Artamonov, sobre a escolta do navio por 50-60 navios da OTAN na sua viagem à Síria e de volta, o especialista Ilya Kharlamov deu seu comentário sobre a notícia.

    Em entrevista ao serviço russo da rádio Sputnik, Kharlamov explicou as razões pelas quais a Aliança não poupou dinheiro para acompanhar o Admiral Kuznetsov.

    Segundo informou Kharlamov no seu artigo, "a escolta se tornou muito pesada e cara… para os integrantes da Aliança que pagam impostos".

    Porta-aviões Admiral Kuznetsov no Atlântico
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    "Moscou avisou a Bruxelas [sede da Aliança] repetidamente de que o grupo naval russo, liderado pelo porta-aviões Admiral Kuznetsov e composto pelo cruzador Pyotr Vekiky, destróier de mísseis guiados Severomorsk e destróier antissubmarino Admiral Kulakov e navios de suporte, não precisa ser escoltado", escreve o especialista.

    Na opinião do autor do artigo, os oficiais militares da OTAN se dividem em duas categorias: os que tiram proveito da ilusória ameaça russa e os que consideram o ameaça como verdadeira, acreditando em sua existência.

    "Os lunáticos não conseguem aplicar suas forças acumuladas durante anos e até décadas", ironiza Kharlamov.

    Suas incursões no Oriente Médio e África são inúteis para a humanidade, incluindo sua parte ocidental "mais competente", e seu controle parcial de alguns depósitos de hidrocarbonetos não pode ser qualificado como sucesso global, acredita o autor.

    Além disso, a maneira de encher os países vizinhos da Rússia com soldados da OTAN é uma "arma de dois lados agudos", acrescenta. Por um lado, é uma demonstração de força, mas por outro – gastos excessivos sem sentido que é um indício de inutilidade absoluta dos tanques, aviões e soldados da OTAN em caso de conflito de larga escala.

    "Qualquer bloco militar precisa de dinâmica e desenvolvimento; caso contrário se trata de mera existência. Devido à falta de condições naturais, tal dinâmica pode ser criada de maneira artificial. A missão do grupo naval russo perto da costa síria é uma ocasião muito oportuna para isso", explica Kharlamov.

    Além disso, o especialista russo comentou a resposta de Artamonov a respeito das recentes informações da mídia mainstream sobre a fumaça saindo do porta-aviões Admiral Kuznetsov. Artamonov explicou que a fumaça do porta-aviões não é um sinal de mau funcionamento e que os navios da OTAN, de fato, também "emitem nuvens de fumaça", embora provavelmente não tão densa como o porta-aviões russo.

    Neste sentido Kharlamov acrescenta que, os navios da OTAN, apesar dos bilhões investidos no desenvolvimento e produção dos mesmos, não garantem sua durabilidade.

    "Os destróieres, navios de patrulha e fragatas da OTAN têm aparência de ultramodernos. Claro que para assustar os inimigos visualmente, caso falhem seus sistemas de ataque", observa o perito.

    Afinal, Kharlamov destaca que "o antigo navio russo completou a sua missão e se locomoveu para outra parte do globo, tendo retornado para o seu porto de origem".

    "Nem tudo que brilha é ouro", conclui.

    Na terça-feira (14), o comandante do Admiral Kuznetsov, Sergei Artamonov, informou que cinquenta a sessenta navios da OTAN escoltaram o porta-aviões russo durante a navegação do navio em direção às costas da Síria e na rota de regresso.

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    aliança, gastos, escolta, porta-aviões, Vitse-Admiral Kulakov, Pyotr Veliky, Admiral Kuznetsov, OTAN, Sergei Artamonov, Rússia
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