09:55 26 Setembro 2017
Ouvir Rádio
    Caça furtivo J-20 voa durante a Exposição Internacional de Aviação e Aeroespacial da China em Zhuhai, 1 de novembro de 2016.

    Opinião: novo míssil chinês é visto como ameaça pelos EUA

    © AP Photo/ Li Gang/Xinhua
    Defesa
    URL curta
    192437181

    Recentemente, a mídia chinesa publicou fotos de treinamentos da Força Aérea do Exército Popular de Libertação que mostram um caça J-11B armado com um míssil invulgarmente grande de classe ar-ar.

    Provavelmente podemos estar falando da entrada em serviço do míssil de alcance muito longo da classe ar-ar, por vezes chamado de PL-15, que já se esperava há muito tempo, nota o especialista militar russo Vasily Kashin.

    Antes, as imagens de testes desse míssil foram por várias vezes publicadas na Internet e sua maqueta foi exposta na exibição aeroespacial em Zhuhai. Logo no início ele atraiu muitas atenções por parte dos especialistas.

    Este é um míssil enorme, com seis metros de comprimento, que supera em muito o tamanho dos mísseis PL-12 de longo alcance de quais a China dispõe. Provavelmente se trata de um novo míssil chinês que, ao que se sabe, terá um alcance de 300 ou mesmo de 400 quilômetros.

    Ainda em 2015, o general Herbert Carlisle, que chefia o comando de combate aéreo da Força Aérea dos EUA, apontou o PL-15 como uma ameaça significativa para a Força Aérea dos EUA. Esse míssil tem um alcance maior do que do que os principais mísseis de combate aéreo de longo alcance AMRAAM americanos. O general americano avisou que é necessário desenvolver novos mísseis de longo alcance. A modificação mais avançada do AMRAAM, o AIM-120D, tem um alcance de 160 quilômetros.

    Quanto ao avanço tecnológico russo, o míssil principal é o RVV-SD que se destina a equipar os caças russos de novos tipos. Esse míssil é usado pelos aviões que patrulham o céu na Síria e tem um alcance de 110 quilômetros.  Entretanto, a Rússia também possui os mísseis Vympel R-33 e R-37 com 160 e 300 quilômetros de alcance respectivamente. Seus transportadores principais são os caças MiG-31. Se o míssil PL-15 ainda não entrou em serviço, o Vympel R-37 é o míssil ar-ar com maior alcance no mundo, se já entrou, é provável que o Vympel R-37 já não ocupe o primeiro lugar. No entanto, com base no míssil Vympel R-37, a Rússia está criando o míssil RVV-BD.

    O míssil PL-12, a arma principal dos caças chineses, foi construído com apoio de fabricantes russos e durante muito tempo foi produzido com vários componentes russos, incluindo a cabeça de busca com radar ativo. Mais tarde, o nível de localização da produção tem aumentado consideravelmente. Ainda não há informações sobre se os especialistas russos participam do desenvolvimento desse míssil.

    Mas há limites para o uso de mísseis de aviação ar-ar de longo alcance. Ele só é possível se houver uma afinada troca de informações entre aviões de diferentes tipos e postos de radar terrestres. O radar do avião-transportador pode não ter capacidade suficiente. Tais mísseis são extremamente caros. Ataques de grande distância contra alvos móveis rápidos são dificultados. Os alvos principais desses mísseis serão aviões equipados com o Sistema Aéreo de Alerta e Controle (AWACS), aviões de inteligência radiotécnica e guerra eletrônica, aviões de transporte militares e bombardeiros estratégicos.

    A probabilidade de acertar num caça tático a longa distância será pequena. Contudo, a entrada em serviço de um míssil semelhante será um grande êxito para a indústria de defesa chinesa e obrigará a uma reação por parte dos EUA.

    Mais:

    Militarização total: Polônia acorda construir com França submarinos em seu território
    Conheça o caça MiG-35 modernizado: bom, bonito e barato
    Militares dos EUA culpam Rússia de criar armamento antissatélite
    Argentina planeja importar ao menos 15 caças russos MiG-29
    Tags:
    míssil ar-ar, radares, longo alcance, alvos, ataques aéreos, caças, desenvolvimento, modernização, ameaça, R-77, J-11B, Força Aérea dos EUA, Exército Popular de Libertação, China, EUA, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik