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    O século XX viu uma série de tentativas de produtores de armas de vários países de copiar o lendário rifle de assalto Kalashnikov. A Sputnik decidiu olhar para algumas destas tentativas.

    Rifle AK-12 (5,45mm) de cano liso e carregamento automático (à esquerda) e o fuzil semiautomático Saiga-12 versão 340 (12K) no fórum técnico-militar EXÉRCITO 2015 internacional em Kubinka
    © Sputnik / Александр Вильф
    Na era da União Soviética, os países aliados, tais como a República Democrática Alemã, a Hungria, a Polônia ou a Romênia, produziram as suas versões da arma. As cópias se pareciam muito com o original, mas tinham elementos de design diferentes, segundo destacou o site russo Lenta.ru.

    Por exemplo, o rifle de assalto romeno AIM era a versão de 1965 do soviético AKM, sucessor de AK-47 produzido em 1959. Esta cópia, produzida por licença e com pequenas modernizações, foi também exportada internacionalmente.

    O AIM foi equipado com um punho vertical adicional, que permitia maior capacidade de controlo da arma durante os disparos automáticos.

    Soldado romeno com rifle AIM (nome para exportações), chamado de  PM na Polônia, modelo 63/65 (Foto de arquivo de 1989)
    © Foto / Domínio Público da Wikipedia
    Soldado romeno com rifle AIM (nome para exportações), chamado de PM na Polônia, modelo 63/65 (Foto de arquivo de 1989)
    Outra versão do AK-47 foi a polonesa, chamada Kbk wz. 1988 Tantal. O AK-47 substituiu o AKM em 1974, visando torná-lo mais leve e mais moderno.

    Rifle polonês Kbk wz. 1988 Tantal
    Rifle polonês Kbk wz. 1988 Tantal
    Infelizmente, o seu mecanismo de disparo mais complicado, que, para além dos regimes semi- ou completamente automático, permitia também três disparos múltiplos seguidos, levou a uma menor fiabilidade porque encravava frequentemente e disparava sem controlo.

    Em meados dos anos 1990, as Forças de Defesa da Finlândia introduziram o RK 95 TP, uma arma operada a gás que usou o sistema operativo baseado no Kalashnikov, de cano longo a gás, junto ao fixador do carregador, tal como nos Kalashnikov. 

    Um fuzilheiro naval com rifle de assalto RK 95 TP
    Um fuzilheiro naval com rifle de assalto RK 95 TP
    O site russo acredita que a melhor cópia de Kalashnikov é o RK 95 TP finlandês, mas ainda existe outra da produção na Finlândia – o Valmet Rk.62.

    Esta versão foi produzida por Yisrael Galil e Yaacov Lior nos finais de anos 1960.

    ​Os rifles da família Galil são armas de fogo seletivas operadas por um sistema de pistões de gás inspirado nas armas Kalashnikov, mas não têm regulador.

    O modelo Galil ACE 32 usou o design e material modernizado para aumentar a precisão de tiro, diminuindo ao mesmo tempo o peso, sem perder a ergonomia e facilidade de uso e confiabilidade, em condições de combate.

    Um soldado durante treinamentos com rifle Galil em Lima (12 de outubro, 2011)
    © AFP 2019 / ERNESTO BENAVIDES
    Um soldado durante treinamentos com rifle Galil em Lima (12 de outubro, 2011)
    Assim, não é surpreendente que os rifles da família Galil estejam sendo usados por militares e forças da polícia em 25 países. 

    A África do Sul é mais um país que tem a sua própria cópia dos Kalashnikov – o Vektor CR-21.  A arma foi criada para substituir o rifle R4, usado atualmente pelas Forças da Defesa Nacional da África do Sul.

    Rifle de assalto Vektor CR-21 Bullpup
    Rifle de assalto Vektor CR-21 Bullpup
    A versão sul-africana usa a versão ligeiramente modificada do sistema inspirado nos Kalashnikov e aplicado nos R4, conhecido pela sua fiabilidade e peso relativamente baixo. Divulgada pela primeira vez em 1997, a arma usa a famosa configuração "bullpup". Isso permite que o rifle não ultrapasse o tamanho de uma típica carabina e consiga ao mesmo tempo uma velocidade de disparo dos rifles de assalto maiores.

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    Tags:
    fuzil, rifle, armas, produção, Consórcio Kalashnikov, União Soviética, Rússia
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