23:35 22 Janeiro 2020
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    Aleksandr Yakunin, diretor-geral da Corporação Unida de Construção de Equipamentos (OPK, na sigla russa), fala dos resultados alcançados pela corporação em 2016 e indica os planos de desenvolvimento para o ano de 2017.

    De acordo com Yakunin, apesar de sanções e todas as dificuldades econômicas que a Rússia enfrentou neste ano, a OPK conseguiu superar a crise e mostrar uma dinâmica positiva de funcionamento.

    Para além disso, como sublinhou o diretor-geral da corporação, a demanda no estrangeiro dos aparelhos feitos pela corporação cresceu 25%. Dos sistemas que mais interessam aos clientes Aleksandr Yakunin destacou o sistema automatizado de gerência de tropas Akatsiya-E. Os sistemas Akatsiya-E se destinam a comandar diferentes forças militares, inclusive aviação e defesa antiaérea.

    O diretor-geral da OPK disse que em 2017 a corporação começará produzindo em série um sistema avançado de guerra eletrônica que fará concorrência aos aparelhos similares dos EUA, Grã-Bretanha, França e Israel.

    "A OPK foi distinguida este ano pelo Ministério da Defesa pelo desenvolvimento do sistema de guerra eletrônica de nova geração, que começará a ser produzido em 2017", disse Yakunin, em entrevista à RIA Novosti.

    O executivo se recusou a revelar detalhes do novo sistema e se limitou a dizer que ele se usa a nível tático e tático-operacional.

    Ele salientou ainda que é pouco provável que na imprensa apareça a denominação do sistema avançado, mas precisou que conta com os últimos avanços em microeletrônica, processadores e informática.

    "O sistema foi altamente valorizado nos exercícios militares conjuntos com as forças bielorrussas, em que ele confirmou sua capacidade para detectar e selecionar objetivos", acrescentou Yakunin.

    Ele também frisou que até 2018 a OPK planeja testar um sistema novo, cuja tecnologia permitirá aumentar significativamente a expediência da transmissão de dados e o comando das tropas a nível tático através dos canais de comunicação, inclusive por videotelefonia e por Internet especial do exército.

    Outro projeto que tem grandes perspectivas é a produção de drones-multicópteros, destacou Yakunin.

    Ele contou que, em novembro, na Sérvia foram testados novos drones em conjunto com a Bielorrússia. Estes drones podem ser fixados no equipamento dos militares sem estorvar o cumprimento da missão. Os multicópteros são equipados com câmeras térmicas, de vídeo e fotografia que podem transmitir a informação em HD. Estes drones, apesar de terem um raio de ação pequeno, podem ser usados no reconhecimento em combate e em operações antiterroristas.

    A corporação OPK reúne mais de 60 empresas e entidades científicas do setor radioelectrônico.

    O grupo se concentra no desenvolvimento e produção de sistemas de comunicação, controle e guerra eletrônica para as Forças Armadas, além de equipamentos robóticos, drones, equipamentos médicos, equipamentos de telecomunicações e computadores.

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    Tags:
    equipamento militar, drones, guerra eletrônica, OPK, Rússia
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