06:23 15 Outubro 2019
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    Lançamento de míssil do sistema norte-americano THAAD

    National Interest: Como EUA pretendem competir com Rússia na área das armas nucleares?

    © flickr.com / Agência de Defesa de Mísseis dos EUA
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    A Força Aérea dos EUA quer receber, pelo menos, 400 mísseis balísticos intercontinentais de nova geração. Segundo os militares, a Força Aérea precisa de armas para conseguir assegurar a longo prazo – até 2070 pelo menos – a proteção do território norte-americano de ataques nucleares, informou a revista The National Interest.

    Agora a Força Aérea está avaliando propostas de três empresas – Northrop, Boeing e Lockheed. Perante os potenciais desenvolvedores é objetivo de modernizar o arsenal de armas nucleares existente no território norte-americano e substituir os mísseis obsoletos LGM 30 Minuteman III por novos, escreve a The National Interest.

    Na opinião do tenente-general da Força Aérea dos EUA Jack Weinstein, vice-chefe do Estado-Maior para a contenção estratégica e armas nucleares, no foco dos planos sobre a modernização está a concepção de contenção nuclear.

    "[A situação] torna-se realmente perigosa quando o outro país considera que pode obter vantagem graças às armas nucleares. O poder da força de contenção deve ser bastante para que o risco de um ataque de resposta prevaleça sobre o desejo do inimigo de lançar um ataque nuclear", considera Weinstein.

    Ao mesmo tempo, as armas de destruição em massa não podem ser equivalentes à paz. Pelo contrário, a sua presença aumenta o risco de violência em massa, notou o observador da revista, Kris Osborn.

    Estrategistas norte-americanos estão seguros de que o problema da modernização do arsenal de armas nucleares permanece uma fonte de vulnerabilidade para Washington. Segundo Weinstein, os arsenais de mísseis dos inimigos estratégicos – Rússia e China – ultrapassaram os Minuteman norte-americanos em termos de nível de desenvolvimento.

    "Os mísseis de combustível sólido tornam-se obsoletos. É necessário aperfeiçoar os sistemas de orientação, para que as armas correspondam às condições de combate contemporâneas. As tecnologias de hoje desenvolvem-se de forma mais rápida do que na época anterior. Também pretendemos  usar as tecnologias dos setores civis da economia, que têm registrado um grande avanço", considera o tenente-general da Força Aérea dos EUA.

    Segundo o relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso norte-americano, o país gastará na elaboração da concepção de contenção estratégica com a ajuda de mísseis terrestres $62 bilhões no período de 2015 a 2044 – $14 bilhões na modernização de postos de comando e sistemas de lançamento e cerca de $48,5 bilhões na construção de novos mísseis.

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    Tags:
    competição, armas nucleares, mísseis, Congresso dos EUA, EUA, Rússia
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