Especialista: Rússia e China poderão realizar terceiros exercícios militares anuais

© Sputnik / Mikhail VoskresenskiyInauguração dos exercícios táticos conjuntos das forças especiais da Guarda Nacional da Rússia e da Polícia Armada do Povo da China (PAP) "Cooperação-2016"
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Durante o VII Fórum de segurança de Xiangshan em Pequim, o vice-chefe da direção operacional do Estado-Maior conjunto do Exército de Libertação Popular da China Cai Jun informou que em 2017 a Rússia e a China realizarão as segundas manobras militares na área de defesa antimíssil.

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Os primeiros exercícios militares dos dois países, Aerospace Security 2016, decorreram na Rússia em maio.

Assim, provavelmente se iniciará uma prática de terceiros exercícios anuais russo-chineses, além das manobras Peace Mission e Sea Interaction, aponta o especialista russo em questões militares Vasily Kashin em entrevista à Sputnik China.

"Em maio, nos exercícios foram usados sistemas antimísseis HQ-9 que podem ser uados contra mísseis balísticos de curto alcance", aponta Kashin.

Segundo ele, a questão do desenvolvimento das manobras conjuntas russo-chinesas representa um grande interesse. A Rússia e a China estão desenvolvendo um sistema de defesa antimíssil estratégico capaz de interceptar alvos balísticos, inclusive satélites em órbitas baixas.

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A Rússia possui um sistema potente de aviso sobre ataque com mísseis nucleares, enquanto a China está trabalhando para construir as componentes terrestres desse sistema, ou seja, uma série de radares de alerta precoce. Os EUA são a ameaça principal para ambos os países, ressalta o especialista.

"Do ponto de vista político, os exercícios russo-chineses de defesa antimíssil parecem ser uma reação à instalação do sistema THAAD na Coreia do Sul", sublinha.

Na opinião de Kashin, uma resposta militar razoável seria posicionar meios de ataque russos e chineses de forma a poderem destruir instalações de defesa antimíssil dos EUA no sul da península coreana. Estes meios poderiam ser mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro da China posicionados no nordeste do país.

Quanto à cooperação entre a Rússia e a China na área da defesa antimíssil, ela pode ser considerada como consequência das relações dos dois países com os EUA e um indicador importante da aproximação entre eles, conclui Kashin.

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