14:38 21 Julho 2018
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    Ministério da Defesa da Rússia informa que navios da Frota do Pacífico russa chegaram à China para participar nos exercícios navais Interação Naval 2016

    Especialista russo: Cooperação Marítima 2016 faz Rússia e China responder melhor às crises

    © AP Photo / Zha Chunming/Xinhua
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    Militares russos e chineses mostraram um alto nível de interoperabilidade no âmbito dos exercícios conjuntos Cooperação Marítima 2016, segundo disse o vice-chefe da Marinha russa Aleksandr Fedotenkov. O especialista militar Vasily Kashin faz sua avaliação dos exercícios navais.

    Os exercícios navais russo-chineses Cooperação Marítima tiveram maior ressonância política que os dos anos anteriores. Eles foram realizados no contexto de agravamento do conflito no mar o Sul da China. Pouco antes dos exercícios, o presidente russo Vladimir Putin manifestou o apoio à posição da China relativamente à decisão da arbitragem internacional que deu razão à queixa das Filipinas contra a China.

    O especialista militar russo Vasily Kashin ressaltou, na sua entrevista à Sputnik, que os exercícios foram realizados longe das áreas disputadas no mar o Sul da China, ao longo da costa de Guangdong. No entanto, as manobras foram objeto de comentários contraditórios e fortemente ideológicos. Alguns observadores políticos, especialmente no Sudeste Asiático, começaram expressando receios de que a Rússia teria intenção de intervir no mar do Sul da China ao lado dos chineses. Mas a Rússia não tem intenção de aderir a qualquer posição sobre a disputa no mar do Sul da China, e a crítica russa era dirigida apenas contra a interferência de "potências extrarregionais". A Rússia mantém laços militares e técnico-militares ativos com o Vietnã, que é também uma das partes da disputa territorial.

    De acordo com Vasily Kashin, os exercícios deste ano continuaram a tendência de aumento da complexidade das tarefas militares conjuntas e de melhoramento das capacidades de interoperabilidade. Os exercícios envolveram dois submarinos da Marinha chinesa, que simularam o inimigo, permitindo que os marinheiros dos dois países praticassem uma tarefa tão difícil como é a defesa antissubmarina. Foi realizado um grande número de exercícios de tiro e um desembarque conjunto de treinamento em uma ilha.

    Os exercícios deram, concluiu o especialista russo na área militar Vasily Kashin, um impulso importante para melhorar as capacidades da Rússia e da China em dar uma resposta conjunta às crises do mundo.

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    Tags:
    exercício naval, Cooperação Marítima, China, Rússia
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