Obama pode propor à Rússia prolongamento do Tratado de Redução de Armas Estratégicas

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A administração do presidente dos EUA, Barack Obama, está considerando a possibilidade de propor à Rússia prolongar por cinco anos o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START-3, na sigla em inglês), escreve o jornal norte-americano Washington Post nesta segunda (11), citando fontes dos EUA não identificadas.

Como observa o jornal, Washington quer garantir que o tratado, que tem um prazo de dez anos, continuará em vigor quando Obama vai deixar a presidência.

Além disso, a administração do presidente dos EUA está considerando uma série de outras iniciativas na área da energia nuclear, que Obama pode aprovar nos últimos seis meses da sua presidência. Em particular, de acordo com o Washington Post, o líder americano vai anunciar uma política de "não ser o primeiro a usar" o arsenal nuclear e avançar a iniciativa de elaboração de uma resolução pelo Conselho de Segurança da ONU reafirmando a proibição de testes de armas nucleares. A fonte comunicou que nenhuma das propostas ainda não confirmada oficialmente.  

​O presidente dos EUA, Barack Obama, começou o seu mandato sob a política de "zero nuclear", com o objetivo de livrar completamente o mundo das armas atômicas. Em 2010, sua administração selou com a Rússia um acordo de redução de armas nucleares sob o novo tratado Start, visando reduzir o arsenal de ambos os lados para 2.000 armas nucleares até 2018.

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O tratado entre a Rússia e os Estados Unidos sobre a redução de armas estratégicas (START-3) foi assinado em Abril de 2010, em Praga. Ele substituiu o tratado START-1 de 1991 e o Tratado de Reduções Ofensivas Estratégicas (SORT) de 2002. O documento, que entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2011, obriga a Rússia e os Estados Unidos a reduzir e limitar o número de armas estratégicas ofensivas.

Em novembro de 2015 o presidente russo Vladimir Putin chegou a declarar que a Rússia não está entrando em uma nova corrida armamentista, mas simplesmente recuperando o seu atraso dos anos 1990 e 2000.

Em fevereiro, os EUA pediram à Rússia para discutir maiores reduções em seus arsenais nucleares sob o novo START firmado entre os dois países, que entrou em vigor em 2011.

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A pedido foi recebido com perplexidade por Moscou. O vice-ministro de Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, disse que tais conversas são impossíveis. Primeiro, porque a Rússia já reduziu o seu arsenal nuclear aos níveis do início dos anos 60; e segundo porque os EUA continuam suas ações de desestabilização ao desenvolverem um sistema de defesa de antimísseis global e um programa de não-ataque nuclear para desarmar forças nucleares.

Em janeiro deste ano, o comandante do Estado-Maior russo, general Valery Gerasimov, declarou que a manutenção e o reforço das forças nucleares serão uma prioridade das Forças Armadas da Rússia em 2016.

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