13:31 20 Setembro 2017
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    o porta-aviões USS Nimitz Harry S. Truman

    Destróier dos EUA tentou 'enxotar' navio russo de seu porta-aviões

    © AP Photo/ Fabrizio Bensch/Pool
    Defesa
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    As manobras perigosas do contratorpedeiro USS Gravely dos EUA perto do navio de patrulha russo Yaroslav Mudry foram ditadas pela tática da Marinha dos EUA para "repelir" qualquer navio da proximidade de um porta-aviões, disse o ex-chefe do Estado-Maior da Marinha russa, almirante Viktor Kravchenko.

    "É a tática dos navios de escolta dos grupos de ataque de porta-aviões da Marinha dos EUA. Neste caso, o porta-aviões Harry Truman estava no Mar Mediterrâneo e mudava para rota de ataque, para exercícios de aviação embarcada. O contratorpedeiro da sua escolta Gravely executou uma manobra perigosa para “repelir" o navio russo do porta-aviões", disse Kravchenko.

    Ele lembrou que, em 1992, a Rússia e os EUA assinaram um acordo sobre a prevenção de incidentes no ar, mar e debaixo de água. Entretanto, o acordo não estipula os parâmetros que regulariam o conceito de aproximação perigosa entre navios.

    "Todavia, existe uma coisa que é a cortesia marítima, que prevê que um navio de tonelagem maior [o Gravely tem 9,6 mil toneladas] se comporte com mais cuidado a respeito de um navio menor [o Yaroslav Mudryi tem 4350 toneladas]. Os americanos ignoraram isto", disse o almirante.

    O incidente ocorreu em 17 de junho na parte oriental do Mar Mediterrâneo, quando o USS Gravely se aproximou do navio russo a uma distância de 60-70 metros e cruzou a proa do Yaroslav Mudryi a uma distância de 180 metros. O navio de patrulha estava em águas internacionais e não realizou qualquer manobra perigosa, informou o Ministério da Defesa russo.

    O Pentágono respondeu que os marinheiros russos emitiram sinais falsos, tentando se aproximar do porta-aviões americano.

    Tags:
    manobras navais, Rússia, EUA, Mar Mediterrâneo
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