03:57 22 Agosto 2019
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    Soldados norte-americanos no Afeganistão

    Exército dos EUA poderá vir a ser um adversário fraco no futuro

    © AFP 2019 / Johannes EISELE
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    A declaração de que as forças dos EUA são as mais poderosos e que em combate podem superar qualquer inimigo, parece não estar certa, diz o colunista Dan Gour do jornal The National Interest. Segundo ele, no futuro os Estados Unidos terão adversários mais poderosos.

    "Se o exército dos EUA não tomar uma série de medidas no futuro próximo, é provável que o país não somente seja superado, mas derrotado", escreveu o analista em seu artigo.

    Na sua recente campanha militar, continua o colunista do jornal, os militares dos EUA tiveram uma série de vantagens. Entre elas uma base técnico-militar confiável, o domínio total no ar e comunicações desobstruídas entre unidades militares.

    Do ponto de vista do autor, algumas dessas vantagens no futuro também irão ajudar aos americanos, mas para dominar o espaço aéreo da Europa, Ásia e Oriente Médio os Estados Unidos "terão que lutar".

    ​"Por exemplo, o exército russo mostrou uma impressionante variedade de novos recursos durante a operação na Síria, incluindo o uso coordenado de veículos aéreos não tripulados com artilharia e misseis, de munições avançados e ogivas termobáricas, mísseis antitanques teleguiados extremamente sofisticados, bem como tecnologias de guerra eletrônica, para ocultar as comunicações entre militares", escreveu o jornalista.

    Além disso, de acordo com o colunista do jornal, Moscou tem demonstrado uma impressionante capacidade de mobilizar rapidamente e implantar suas forças armadas.

    "Para ser capaz de combater no futuro contra exércitos numericamente superiores e vencer, o exército dos EUA no curto prazo tem que investir na melhoria da capacidade letal do armamento, bem como na sobrevivência dos seus sistemas de proteção e plataformas de comunicação", resumiu Gour.

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    Tags:
    comunicação, forças armadas, mísseis, campanha militar, confrontos, inimigo, Exército dos EUA, The National Interest, Oriente Médio, Europa, EUA, Rússia
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